Decisão do STF manteve prisão após avaliação médica favorável à alta
Gabriela Nogueira Publicado em 02/01/2026, às 07h03
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar no fim da tarde desta quinta-feira (1), em Brasília, e voltou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal. Ele estava internado desde o dia 24 de dezembro no Hospital DF Star, na Asa Sul, onde passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral e por procedimentos clínicos para investigar e tratar um quadro persistente de soluços.
A saída do hospital ocorreu por volta das 18h40, em um comboio com escolta da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos descaracterizados. O deslocamento até a sede da Polícia Federal, onde Bolsonaro permanece preso desde novembro, durou poucos minutos.
Durante o período de internação, a equipe médica acompanhou a evolução do estado de saúde do ex-presidente. Além da cirurgia, realizada sem intercorrências, Bolsonaro passou por uma endoscopia na quarta-feira, quando foram identificados sinais de esofagite e gastrite. Segundo os médicos, houve melhora do quadro clínico, o que permitiu a liberação hospitalar conforme previsto.
Ainda na manhã de quinta-feira (1), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido da defesa que solicitava a conversão da prisão em domiciliar por razões humanitárias após a alta. Na decisão, o ministro afirmou que não foram apresentados fatos novos que justificassem a mudança do regime de custódia.
O despacho também manteve a autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento médico contínuo, tenha acesso aos medicamentos prescritos, conte com atendimento de fisioterapia quando necessário e possa receber alimentação preparada por familiares.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na tentativa de ruptura institucional, o ex-presidente segue detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, enquanto aguarda o andamento dos próximos desdobramentos judiciais do caso.