Ex-diretor da PRF deve ser encaminhado ao Complexo da Papuda; defesa pede cumprimento da pena em Santa Catarina

Lívia Gennari Publicado em 27/12/2025, às 13h58
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques chegou a Brasília na tarde deste sábado (27), após ser transferido de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Ele foi levado diretamente para a sede da Polícia Federal (PF), onde passou por procedimentos legais antes de ser encaminhado ao sistema prisional do Distrito Federal.
A transferência ocorreu em aeronave da própria corporação. Silvinei deixou Foz do Iguaçu no início da manhã e desembarcou na capital federal pouco depois das 13h. A previsão inicial era que ele fosse submetido a exame de corpo de delito ainda no começo da tarde, mas o procedimento precisou ser remarcado devido ao atraso no voo.
Prisão
Preso na última sexta-feira (26), no Paraguai, Silvinei passou a noite sob custódia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu antes de seguir para Brasília. A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, quando ele tentou embarcar para El Salvador utilizando documentos falsos. Após a prisão, foi conduzido de carro até a fronteira, algemado e com o rosto coberto, onde acabou entregue às autoridades brasileiras.
Condenação
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 24 anos de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado, Silvinei deverá ser levado ainda neste sábado para uma unidade do Complexo Penitenciário da Papuda. A chamada “Papudinha”, administrada pelo 19º Batalhão da Polícia Militar, costuma receber presos que exigem maior rigor de segurança, como agentes públicos e policiais.
Fuga na véspera do Natal
Em informações encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal relatou que Silvinei deixou sua residência na noite de quarta-feira (24), véspera de Natal, antes de o sinal da tornozeleira eletrônica ser interrompido. Segundo a PF, ainda não é possível determinar as causas da violação do equipamento nem confirmar se o dispositivo permaneceu no apartamento após sua saída.
A defesa do ex-diretor da PRF apresentou pedido ao STF para que ele cumpra a pena em Santa Catarina, sugerindo unidades prisionais em Florianópolis ou em São José. O requerimento ainda será analisado pela Corte.
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