Governo Lula convoca reunião de emergência após ofensiva dos EUA na Venezuela

Apesar de estar fora de Brasília, Lula e sua equipe monitoram a crise na Venezuela e mantêm diálogo com o Ministério das Relações Exteriores

Luiz Inácio Lula da Silva. - Imagem: Reprodução | Agência Brasil

Marina Milani Publicado em 03/01/2026, às 08h18

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência neste sábado (3) para avaliar os desdobramentos da ofensiva militar anunciada pelos Estados Unidos contra a Venezuela. O encontro está previsto para a manhã, no Palácio Itamaraty, em Brasília, e foi confirmado por fontes oficiais.

Ainda não há definição sobre a lista completa de ministros e autoridades que participarão da reunião. O chanceler Mauro Vieira, responsável pela política externa brasileira, está em período de férias desde 21 de dezembro, com retorno previsto apenas para o dia 6 de janeiro, conforme registro no Diário Oficial da União.

O presidente Lula também não está na capital federal. Ele passa o recesso de fim de ano ao lado da primeira-dama, Janja da Silva, na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro. Mesmo fora de Brasília, auxiliares do Planalto acompanham a escalada da crise e mantêm interlocução com o Ministério das Relações Exteriores.

A reunião ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar publicamente que forças norte-americanas realizaram, durante a madrugada, um ataque de grande escala contra alvos venezuelanos e capturaram o presidente Nicolás Maduro. O anúncio foi feito por Trump em uma rede social, sem detalhar o local para onde Maduro e sua esposa teriam sido levados.

Poucas horas depois, o governo da Venezuela declarou que ainda não recebeu informações oficiais sobre o paradeiro do chefe de Estado, ao mesmo tempo em que denunciou a ação como uma agressão militar estrangeira e decretou estado de emergência no país.

O Brasil acompanha o caso com cautela diplomática. Integrantes do governo avaliam que o episódio pode gerar impactos regionais e internacionais relevantes, exigindo coordenação com outros países da América do Sul e posicionamento em fóruns multilaterais.

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