Carlos Bolsonaro relata cuidados no pós-operatório e critica limitações que, segundo ele, podem agravar o quadro clínico
Lívia Gennari Publicado em 27/12/2025, às 12h00
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanece sob acompanhamento médico após passar por uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. O procedimento foi realizado na quinta-feira (25), no hospital DF Star, em Brasília, e, segundo informações divulgadas pelo vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, o período de recuperação demanda atenção constante da equipe de saúde.
A cirurgia foi concluída no início da tarde, após cerca de três horas e meia de duração, sem intercorrências, segundo a equipe médica. Bolsonaro havia sido internado na véspera de Natal, para a realização de exames e preparação pré-operatória.
A autorização para o procedimento foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após perícia da Polícia Federal apontar a necessidade da intervenção. Embora classificada como eletiva, a cirurgia foi indicada para evitar a progressão do quadro e possíveis complicações futuras.
Cuidados contra trombose
Em publicação feita na última sexta-feira (26), nas redes sociais, Carlos relatou que Bolsonaro realizou uma breve caminhada, conforme recomendação médica, como forma de reduzir o risco de trombose. O vereador também informou que, ainda antes da cirurgia, o ex-presidente recebeu suplementação de ferro devido a um quadro de anemia já diagnosticado.
De acordo com o relato, a condição clínica de Bolsonaro é considerada delicada em razão do histórico cirúrgico acumulado desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018. Segundo o parlamentar, o ex-presidente passou por oito cirurgias desde então e não possui mais a parede abdominal plenamente funcional, o que aumenta o risco de novas hérnias e de complicações associadas.
Filho critica recuperação sob custódia da PF
Carlos Bolsonaro também fez críticas às circunstâncias em que o pai se recupera, atualmente sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília. Para ele, a ausência de acompanhamento médico e pessoal contínuo, aliada à dificuldade de manter uma dieta controlada e uma rotina adequada de exercícios, pode agravar o quadro de saúde.
O vereador afirmou ainda que o ambiente não oferece condições apropriadas para a prática de atividades físicas necessárias ao pós-operatório.
Na publicação, Carlos alertou para os riscos relacionados às telas implantadas em cirurgias anteriores, que, segundo ele, podem não suportar a expansão abdominal, favorecendo o surgimento de aderências internas graves. Esse tipo de complicação, de acordo com o relato, pode se tornar potencialmente fatal se não houver intervenção rápida.
Ainda conforme a atualização, Jair Bolsonaro apresenta episódios persistentes de soluço e permanece sob vigilância constante da equipe médica. Até o momento, não foram registrados episódios de vômito, o que afasta, por ora, o risco de broncoaspiração.