Steve Bannon critica Alexandre de Moraes e promete pressionar Marco Rubio contra o país
Marina Milani Publicado em 20/01/2025, às 16h53
O ex-estrategista de Donald Trump, Steve Bannon, voltou a causar controvérsia ao anunciar, durante um evento da direita, que pedirá ao futuro secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, medidas contra o Brasil. O motivo? A ausência de Jair Bolsonaro (PL) na cerimônia de posse de Trump, caso este vença as eleições presidenciais de 2024.
A declaração foi feita em entrevista à Folha de S.Paulo, onde Bannon deixou claro seu descontentamento com a postura de Bolsonaro e suas críticas ferozes ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem acusou de ser "corrupto".
Sanções e Movimento Maga
Bannon defende que o movimento Maga (Make America Great Again), alinhado à direita norte-americana, pressione por sanções econômicas e diplomáticas contra o Brasil, além de medidas mais duras contra Alexandre de Moraes, que tem sido um crítico frequente de Bolsonaro e seus apoiadores.
“Vamos exigir que Rubio tome atitudes firmes contra o Brasil e contra a corrupção representada por Moraes”, afirmou o ex-assessor, sem detalhar que tipo de sanções estariam sendo cogitadas.
Histórico polêmico
Não é a primeira vez que Steve Bannon mira o Brasil como parte de sua estratégia global de apoio a líderes da direita. Próximo da família Bolsonaro, especialmente de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ele tem sido um defensor ferrenho da reeleição de Jair Bolsonaro, ainda que o ex-presidente tenha perdido força política após sua derrota em 2022 e seu silêncio em questões internacionais.
A própria figura de Bannon não está imune a polêmicas: em 2022, ele cumpriu uma pena de quatro meses por desacato ao Congresso norte-americano ao se recusar a cooperar em uma investigação sobre a invasão do Capitólio, em 2021.
Bolsonaro na mira
A ausência de Bolsonaro na eventual posse de Trump, caso eleito, seria vista por Bannon como uma "traição" à aliança entre os dois ex-líderes populistas. Ainda assim, o evento contou com a presença de deputados brasileiros, incluindo Eduardo Bolsonaro, que permaneceu em silêncio sobre o assunto.