Política Municipal

Ex-agente conhecido como “Japonês da Federal” assume cargo na Prefeitura de Cuiabá

Newton Ishii, que ganhou notoriedade durante a Operação Lava Jato ao escoltar presos da Polícia Federal, foi nomeado secretário-adjunto de Governo pelo prefeito Abílio Brunini; ex-agente já foi condenado por corrupção e descaminho.

Newton Ishii, conhecido como “Japonês da Federal”, ficou nacionalmente conhecido durante a Operação Lava Jato - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 05/03/2026, às 12h35

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O ex-agente da Polícia Federal Newton Ishii, conhecido nacionalmente como “Japonês da Federal”, foi nomeado para um cargo comissionado na Prefeitura de Cuiabá. A decisão foi oficializada na segunda-feira (2), quando o prefeito Abílio Brunini (PL) publicou no Diário Oficial do município a nomeação de Ishii para o posto de secretário-adjunto de Governo.

Na nova função, o ex-policial federal ficará vinculado à Secretaria Municipal de Governo e deverá atuar em atividades de articulação institucional e em iniciativas relacionadas à compliance dentro da administração municipal.

Segundo a prefeitura, o convite foi feito diretamente pelo prefeito enquanto Ishii está na capital mato-grossense. Em nota, Brunini afirmou que considerou a experiência do ex-agente para colaborar com a gestão. De acordo com o prefeito, Newton Ishii também poderá participar da capacitação de servidores públicos, com foco no cumprimento de normas e regras administrativas.

Figura conhecida da Operação Lava Jato

Newton Ishii ganhou notoriedade nacional durante a Operação Lava Jato. Na época, tornou-se presença frequente nas imagens divulgadas pela Polícia Federal ao escoltar investigados presos em Curitiba.

Entre os nomes conduzidos por ele estavam o empresário Marcelo Odebrecht, o ex-deputado federal Pedro Corrêa e o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto. A recorrente exposição nas operações acabou transformando o agente em uma figura conhecida do público e da imprensa.

Condenação anterior

Apesar da projeção pública durante a Lava Jato, Ishii também enfrentou problemas judiciais antes da operação. Em 2009, ele foi condenado por corrupção e descaminho por facilitar a entrada de mercadorias contrabandeadas pela fronteira entre Brasil e Paraguai, em Foz do Iguaçu, no Paraná.

A decisão foi posteriormente confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. A sentença determinou a perda do cargo público e o pagamento de multa de R$ 200 mil. Newton Ishii se aposentou da Polícia Federal em 2018.

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