Ação da Polícia Federal mira esquema em contratos da Seeduc com suspeitas de irregularidades em compras e obras; mandados foram autorizados pelo STF.
Ana Beatriz Publicado em 05/05/2026, às 12h42
O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso nesta terça-feira, 5 de maio, durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação tem como foco um suposto esquema de fraudes em processos de compra de materiais e contratação de serviços, incluindo obras de reforma, dentro da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, a Seeduc.
A operação é resultado de apurações que já vinham sendo conduzidas por diferentes órgãos de controle. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e o Tribunal de Contas do Estado investigavam indícios de irregularidades nos contratos da pasta. As suspeitas também foram expostas anteriormente em reportagens exibidas pelo RJ2, o que ampliou a pressão por esclarecimentos e aprofundamento das investigações.
Nesta fase da operação, agentes da Polícia Federal saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em diferentes municípios do estado do Rio de Janeiro, incluindo a capital, além de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, o que indica a presença de autoridades com foro privilegiado entre os investigados. Até a última atualização, além do deputado Thiago Rangel, outras cinco pessoas haviam sido presas.
De acordo com as investigações, o esquema sob apuração envolve possíveis manipulações em processos licitatórios e contratos administrativos, com indícios de direcionamento de contratações e irregularidades na execução de serviços públicos. O foco central é identificar se houve desvio de recursos públicos destinados à educação.
A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre os valores envolvidos ou a estrutura completa do suposto esquema. As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes relacionados a fraudes em licitações, corrupção e organização criminosa, caso as suspeitas sejam confirmadas.