Comissão pretende obter esclarecimentos de ministros do STF e da advogada Viviane Barci sobre possíveis irregularidades ligadas ao caso
Lívia Gennari Publicado em 25/02/2026, às 16h57 - Atualizado às 18h07
A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado Federal, aprovou nesta quarta-feira (25) uma nova rodada de requerimentos na investigação sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master. Entre as decisões, o colegiado aprovou convites para ouvir os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
Embora não tenham obrigação de comparecer, a presença dos ministros é vista por integrantes da comissão como essencial para esclarecer pontos sensíveis da investigação, especialmente questões que envolvem processos sob relatoria do Supremo e possíveis relações institucionais com autoridades do sistema financeiro.
Além dos convites, a CPI aprovou também convocações obrigatórias de executivos e empresários ligados ao banco e ao grupo de investidores associados ao resort Tayayá, no Paraná, entre eles, os irmãos de Toffoli, José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli. A relação entre esses nomes e a empresa Maridt Participações, da qual o ministro também é sócio, se tornou um dos eixos centrais da investigação.
O colegiado também aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt, da Reag Trust e do próprio Banco Master. As instituições financeiras deverão fornecer dados sobre movimentações, contas de investimento e registros fiscais, enquanto o Coaf entregará Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) para subsidiar a análise dos parlamentares.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, defendeu que os depoimentos e as quebras de sigilo aprovadas são necessárias para “desvendar a rede de influência e movimentações financeiras” associada ao Master.
Executivos e dirigentes também serão ouvidos
Entre os convocados para depoimentos estão:
A ofensiva da comissão ocorre em meio ao desgaste político provocado pela complexidade do caso e pela presença de autoridades de alto escalão nos desdobramentos da investigação. A expectativa é de que as oitivas a serem agendadas nas próximas semanas definam os rumos do relatório final e ampliem a pressão sobre os envolvidos.