Diário de São Paulo
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Moraes quebra sigilo de servidores suspeitos de acessar dados de ministros do STF

Quatro investigados ligados à Receita Federal foram afastados e são alvo de operação com buscas e medidas cautelares

Investigação se intensifica após acessos irregulares a dados de familiares de ministros, incluindo esposa de Moraes - Imagem: Divulgação / Fellipe Sampaio/STF
Investigação se intensifica após acessos irregulares a dados de familiares de ministros, incluindo esposa de Moraes - Imagem: Divulgação / Fellipe Sampaio/STF

por Marina Milani

Publicado em 17/02/2026, às 10h01


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a quebra de sigilo de quatro servidores investigados por acessos indevidos a dados de ministros da Corte e de seus familiares. A decisão integra um inquérito que tramita sob sigilo e busca esclarecer se houve pagamento ou outra vantagem em troca do vazamento de informações.

Os investigados, segundo apuração, são vinculados à Receita Federal e foram alvo de operação da Polícia Federal na manhã de terça-feira (17). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares que incluem afastamento das funções públicas, uso de tornozeleira eletrônica e cancelamento de passaportes.

A investigação foi reforçada após a identificação de acessos considerados irregulares a dados fiscais de pessoas ligadas a integrantes do Supremo. Entre os casos analisados está o da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, que teria tido informações consultadas sem autorização judicial.

As diligências também alcançam registros relacionados a parentes de outros ministros. Por ordem do relator, foi solicitado o rastreamento completo de consultas feitas em nome dos atuais membros da Corte e de familiares diretos e ascendentes. Um relatório técnico deve ser apresentado após o período de Carnaval.

Reportagem da Folha de S.Paulo informou que as apurações foram incluídas no inquérito que investiga ataques coordenados e disseminação de desinformação contra ministros do Supremo. A linha investigativa também procura identificar a origem de vazamentos recentes envolvendo autoridades e dados protegidos por sigilo.

As defesas dos servidores não haviam se manifestado até a última atualização. O espaço permanece aberto.


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