Relatório da Polícia Federal aponta Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro por coação e tentativa de golpe contra a democracia
Redação Publicado em 23/08/2025, às 09h49
As investigações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro continuam, e o caso ganhou um novo capítulo com a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebendo um prazo apertado para dar sua opinião ao Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação veio do ministro Alexandre de Moraes, que estipulou 48 horas para a PGR se manifestar depois que a defesa do ex-presidente se pronunciou.
A movimentação no STF acontece depois que um relatório da Polícia Federal (PF) indicou Bolsonaro e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, por crimes como coação e tentativa de acabar com o Estado Democrático de Direito. No documento enviado ao tribunal, a PGR pode fazer pedidos ao ministro relator ou somente confirmar que está ciente das explicações dadas pela defesa do ex-presidente.
A defesa do ex-presidente e as acusações da PF
Nesta sexta-feira, os advogados de Bolsonaro apresentaram um documento de 12 páginas, no qual negam todas as acusações. A defesa argumenta que a Polícia Federal estaria agindo com motivação política contra o ex-presidente. Eles também negaram que Bolsonaro tenha tentado fugir do país e afirmaram que ele obedece a todas as medidas judiciais impostas, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de viagens internacionais e a presença em audiências.
A Polícia Federal, por outro lado, apontou em seu relatório que Bolsonaro descumpriu várias das regras impostas pelo Supremo. Além disso, os investigadores disseram ter encontrado um documento no celular do ex-presidente que seria um pedido de asilo político para a Argentina, indicando uma possível tentativa de fuga. O documento, que não tinha data ou assinatura, teria sido criado depois do início das investigações.
Os advogados de Bolsonaro também solicitaram ao Supremo para rever a decisão que o colocou em prisão domiciliar. Atualmente, o ex-presidente está proibido de usar celular, de ter contato com o filho Eduardo Bolsonaro e, com poucas exceções, só pode receber visitas com autorização judicial.
O julgamento de Bolsonaro no STF está marcado para começar no dia 2 de setembro. Ele responde por cinco acusações, incluindo tentativa de golpe de Estado.