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Bolsonaro deixa UTI após melhora clínica e segue internado em Brasília

Ex-presidente segue sem previsão de alta enquanto PGR defende prisão domiciliar por razões de saúde

Quadro é estável e tratamento continua com antibióticos e fisioterapia. - Imagem: Reprodução/Redes Sociais.

Erika Osti Publicado em 23/03/2026, às 19h38

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (23) após apresentar melhora no quadro clínico e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília. Internado desde 13 de março depois de passar mal enquanto estava sob custódia, ele trata uma broncopneumonia decorrente de broncoaspiração e segue sem previsão de alta.

De acordo com a equipe médica, o ex-presidente apresenta quadro estável e evolução considerada positiva, o que permitiu a saída da UTI. Ele continua sob cuidados hospitalares, com uso de antibióticos intravenosos, além de suporte clínico e sessões de fisioterapia respiratória e motora. A expectativa é de que permaneça internado por mais alguns dias para completar o protocolo de tratamento, que gira em torno de duas semanas.

A internação ocorreu após Bolsonaro apresentar mal-estar no local onde cumpre pena em Brasília. Desde então, boletins médicos vêm indicando recuperação gradual, sem registro de complicações recentes. Mesmo com a melhora, os médicos mantêm acompanhamento contínuo e evitam prever uma data para alta hospitalar.

No mesmo dia em que houve a transferência para o quarto, a Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente. Em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que o estado de saúde exige monitoramento constante e pode sofrer mudanças súbitas, o que justificaria a medida por razões humanitárias.

Segundo o documento, manter Bolsonaro em regime prisional pode representar risco à sua integridade física, já que o ambiente hospitalar ou domiciliar seria mais adequado para garantir os cuidados necessários. A defesa já havia solicitado a mudança de regime com base nesses argumentos.

A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, que ainda não se manifestou. Nos bastidores, a avaliação é de que tanto a evolução clínica quanto o posicionamento da PGR devem influenciar o desfecho.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.

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