Mudança na defesa

Advogado deixa defesa de Daniel Silveira após quase quatro anos no caso

Paulo Faria comunicou o STF e citou motivos pessoais, de saúde e encerramento da atuação profissional

A decisão de renúncia foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e reflete mudanças na estratégia de defesa - Imagem: Reprodução/Instagram

Letícia Sales Publicado em 09/02/2026, às 13h40

O advogado Paulo Faria renunciou à defesa do ex-deputado federal Daniel Silveira, função que exercia desde 2021. A decisão foi comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e atribuída a “questões de foro íntimo”, problemas de saúde e ao entendimento de que sua atuação no processo chegou ao fim.

Daniel Silveira cumpre pena de 8 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. Atualmente, a pena é cumprida em regime aberto, com o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de circulação.

Mesmo fora do regime fechado, o ex-parlamentar precisa respeitar recolhimento domiciliar durante a semana, no período noturno, das 19h às 6h, além de permanência integral em casa aos fins de semana e feriados. Qualquer deslocamento fora dessas condições depende de autorização judicial.

A decisão mais recente do ministro Alexandre de Moraes autorizou Silveira a deixar o domicílio para realizar seu casamento, marcado para o dia 21 de fevereiro, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Com a saída de Paulo Faria, a defesa de Daniel Silveira passa a ser assumida pelo advogado Michael Robert, que dará continuidade ao acompanhamento do cumprimento da pena e das determinações impostas pelo STF.

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