Ação resultou na prisão de oito suspeitos e na apreensão de veículos, dinheiro, joias e eletrônicos usados nos crimes
Lívia Gennari Publicado em 22/05/2025, às 17h40
A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Catfishing, que desarticulou uma organização criminosa especializada em aplicar golpes financeiros contra idosos.
A investigação, conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do Deinter 10, sediada em Araçatuba, no interior do estado paulista, resultou na prisão de oito pessoas e no cumprimento de 17 mandados de busca e prisão temporária em diferentes cidades do país.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), o grupo agia de maneira estruturada, utilizando uma sede clandestina no Guarujá, no litoral sul de São Paul, como base para aplicar os golpes. As vítimas, em sua maioria idosos, eram enganadas por meio de falsas promessas e abordagens fraudulentas, que incluíam desde perfis falsos simulando relacionamentos até ofertas de investimentos e serviços inexistentes.
A operação
Durante a ação, que contou com o apoio de mais de 70 policiais civis, foram cumpridos mandados nas cidades de São Paulo, Guarulhos, Santos, Guarujá e Pirassununga, no interior paulista, além de Parnaíba, no Piauí, onde suspeitos também foram localizados.
No Guarujá, principal centro de atuação da quadrilha, os agentes efetuaram a prisão de seis indivíduos, sendo quatro homens e duas mulheres, que foram detidos em flagrante. Uma das mulheres já era alvo de um mandado de prisão temporária expedido anteriormente pela Justiça. Outras duas prisões ocorreram nas cidades de São Paulo e Guarulhos, onde também foram localizados materiais utilizados nas atividades criminosas.
Apreensões
Ao todo, a operação resultou na apreensão de três veículos, diversas joias, R$ 109 mil em dinheiro, 18 celulares e cinco notebooks. De acordo com a polícia, além de serem usados para aplicar os golpes, os itens também eram utilizados para ocultar e movimentar o dinheiro obtido ilegalmente, configurando não só estelionato, mas também o crime de lavagem de dinheiro
As investigações tiveram início após a identificação de atividades suspeitas em um endereço no litoral paulista, que levou os policiais até o núcleo principal da quadrilha, no Guarujá. A partir daquele local, a polícia rastreou a quadrilha, mapeando a estrutura do grupo e suas conexões espalhadas em outros municípios.
De acordo com os investigadores, a prática criminosa é conhecida como “catfishing”, quando criminosos criam perfis falsos nas redes sociais ou aplicativos para ganhar a confiança das vítimas. No caso da quadrilha desarticulada, esse era um dos métodos usados, especialmente para se aproximar de idosos, vítimas mais vulneráveis.
A Polícia Civil afirma que as investigações continuam, com o objetivo de localizar outros possíveis integrantes do grupo, bem como identificar mais vítimas dos golpes. A SSP-SP reforça a importância de que pessoas que suspeitem ter sido alvo desse tipo de crime procurem uma delegacia ou registrem boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica.