Rafaela responde ao processo em liberdade após mais de um ano presa
Gabriela Nogueira Publicado em 08/01/2026, às 14h43
A Justiça de São Paulo negou, na manhã da última quarta-feira (7), um novo recurso apresentado pelo Ministério Público paulista que tentava restabelecer a prisão preventiva de Rafaela Costa da Silva, viúva do empresário Igor Peretto, morto em agosto de 2024. Com a decisão, ela segue em liberdade.
Rafaela havia sido presa ainda durante as investigações, mas deixou a cadeia em outubro do ano passado, após mais de um ano detida. Desde então, o Ministério Público tenta reverter a decisão, sustentando a necessidade da prisão preventiva. O Tribunal de Justiça, no entanto, voltou a entender que não há base legal para a medida.
Em nota, o advogado de defesa, Yuri Cruz, afirmou que a decisão foi clara ao afastar qualquer requisito que justificasse a prisão. Segundo ele, o acórdão também confirma o entendimento do juiz de primeira instância, que revogou a preventiva ao concluir que não existem provas da participação de Rafaela no homicídio. A imputação inicial de assassinato foi afastada e os fatos passaram a ser analisados, no máximo, como possível favorecimento pessoal.
Ainda de acordo com a defesa, Rafaela permanece à disposição da Justiça e confia que a análise técnica das provas manterá a decisão que a colocou em liberdade. O advogado ressaltou que o processo segue seu curso normal, sem qualquer tentativa de obstrução.
Igor Peretto foi morto a facadas no dia 31 de agosto de 2024, dentro do apartamento da irmã, Marcelly Peretto, em Praia Grande, no litoral paulista. O crime chocou a região e levou à prisão de três pessoas durante a investigação. Rafaela chegou a ser apontada pelo Ministério Público como envolvida no caso, mas não foi pronunciada por homicídio, ao contrário dos outros dois acusados.
Ao analisar o processo, o juiz Felipe Esmanhoto concluiu que não havia elementos suficientes para manter a viúva presa preventivamente, decisão que agora foi confirmada pelo Tribunal de Justiça. Com isso, Rafaela responde ao processo em liberdade enquanto as investigações e a tramitação judicial continuam.