Mudança atende pedido da defesa, que alegou bom comportamento e perfil adequado à nova unidade
Gabriela Nogueira Publicado em 17/11/2025, às 16h02
O ex-jogador Robinho foi transferido na manhã desta segunda-feira (17) do Presídio II de Tremembé, no interior de São Paulo, para o Centro de Ressocialização de Limeira. A mudança, realizada por volta das 8h30, foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e ocorreu após novo pedido apresentado pela defesa do ex-atacante.
Desde março de 2024, Robinho cumpria pena em Tremembé, unidade conhecida por abrigar detentos de casos de grande repercussão e com regime de segurança mais rígido. A defesa, porém, argumentava que o ex-jogador é réu primário, não possui registros de infração disciplinar e poderia se beneficiar de um ambiente voltado à reintegração social. Em um primeiro momento, o pedido de transferência havia sido negado pela Justiça, que orientou que a solicitação fosse encaminhada diretamente à SAP.
Na nova requisição, três unidades foram sugeridas: Bragança Paulista, Rio Claro e Limeira — sendo esta última a escolhida. O centro prisional da cidade é reconhecido por oferecer atividades educativas, cursos profissionalizantes e projetos que estimulam o contato controlado com a comunidade, elementos considerados favoráveis ao processo de ressocialização.
A transferência acontece também em meio à possibilidade de desativação da Penitenciária II de Tremembé, que poderia ser deslocada para Potim. Segundo a defesa, a mudança garantiria ao ex-atleta um ambiente mais estável durante o cumprimento da pena.
Casos semelhantes já ocorreram recentemente. O empresário Thiago Brennand, por exemplo, também foi transferido de unidade após solicitação formal da defesa — evidenciando uma atenção maior às condições de encarceramento nos últimos meses.
Em vídeo divulgado pelo Conselho da Comunidade de Taubaté, Robinho e Brennand chegaram a comentar a rotina no sistema prisional e negaram qualquer privilégio no cumprimento da pena, após questionamentos feitos em livro que detalha a dinâmica dentro de Tremembé.
Robinho cumpre uma pena de nove anos após condenação definitiva na Itália por estupro coletivo ocorrido em 2013. A decisão foi homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), permitindo que a punição fosse executada no sistema prisional brasileiro. Ele permanece em regime fechado, dividindo cela com outro detento, e só poderá pleitear progressão após cumprir ao menos 40% da pena — o que projeta qualquer mudança de regime para depois de 2027, conforme prevê a Lei de Execuções Penais.