As câmeras devem ser utilizadas em operações específicas
Gabriela Thier Publicado em 12/02/2025, às 19h01
O ministro Luís Roberto Barroso, que preside o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder um prazo adicional de 30 dias ao governo do estado de São Paulo para que se manifeste sobre a implementação do uso de câmeras corporais por policiais militares. Essa decisão foi tomada em resposta a um pedido formal da Procuradoria Geral do Estado, que argumentou a necessidade de mais tempo para a coleta e análise dos dados relevantes.
A medida está atrelada a uma determinação anterior, datada de dezembro do ano passado, que estabeleceu normas para o uso obrigatório das câmeras nas operações policiais em São Paulo. Segundo as diretrizes definidas, os equipamentos devem ser utilizados em situações específicas, incluindo operações de grande escala, ações em comunidades vulneráveis e respostas a incidentes que envolvam ataques contra agentes da lei.
Inicialmente, o governo paulista dispunha de um prazo de 45 dias, contados a partir de 9 de dezembro, para decidir sobre a implementação das câmeras. Contudo, diante da complexidade das informações necessárias, a Procuradoria solicitou uma prorrogação. A expectativa é que com essa nova extensão, o estado consiga elaborar uma resposta mais completa e fundamentada sobre o uso das câmeras corporais, visando aumentar a transparência e a segurança nas operações realizadas pela polícia.
Até o momento, o governo estadual ainda não recebeu notificação oficial sobre essa prorrogação. A Procuradoria Geral do Estado assegurou que está empenhada na coleta das informações requeridas, embora reconheça que o processo demanda um tempo considerável devido aos detalhes envolvidos.