Com mais de 500 veículos danificados desde junho, Prefeitura de SP intensifica a segurança com GCMs e planeja atuação da Polícia Militar através da Operação Delegada
Lívia Gennari Publicado em 25/07/2025, às 09h34
A partir desta sexta-feira (25), 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) passarão a atuar diretamente nos ônibus municipais de São Paulo, além de oferecer apoio na saída das garagens e ao longo dos trajetos.
A medida, adotada em resposta à crescente onda de vandalismo que atinge o transporte público da capital e da Região Metropolitana desde junho, tem como objetivo reforçar a segurança no transporte público e coibir novos ataques.
A iniciativa foi anunciada na última quarta-feira (23) pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Além da atuação da GCM, a gestão municipal avalia a possibilidade de colocar policiais militares dentro dos ônibus por meio da Operação Delegada, programa que autoriza PMs a atuarem em dias de folga mediante pagamento da Prefeitura. De acordo com Nunes, o vice-prefeito, Coronel Mello Araújo, está em diálogo com a SPTrans para viabilizar a medida.
“Pedi para o vice-prefeito Coronel Mello Araújo, que coordena a nossa Operação Delegada, para que a gente possa colocar alguns policiais dentro dos ônibus, e o vice-prefeito já está tratando disso com a SPTrans para que, nos próximos dias, isso seja iniciado”, afirmou Nunes.
A Prefeitura ainda informou que 50 viaturas da GCM já estão realizando patrulhamento exclusivo nas vias com maior número de ataques, enquanto a PM reforça a presença em áreas estratégicas da cidade.
Frequência de ataques é alarmante
Mais de 800 ataques a ônibus foram registrados na Grande São Paulo desde junho. Na capital, a SPTrans e a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito contabilizam 545 veículos danificados. Ao todo, 17 pessoas foram presas suspeitas de envolvimento nas depredações, incluindo Edson Campolongo, servidor público da CDHU com mais de 30 anos de carreira.
Campolongo, que recebia quase R$ 11 mil por mês, é apontado como responsável por ao menos 17 ações. Ele chegou a utilizar o carro oficial da companhia durante os ataques. O irmão dele, que teria participado de dois atos, também foi preso.
Uma das linhas de investigação aponta que os ataques podem estar relacionados a disputas internas dentro do sindicato dos motoristas e cobradores. A Polícia Civil segue investigando o caso, buscando identificar todos os responsáveis e as possíveis motivações por trás dos ataques. Enquanto isso, a Prefeitura de São Paulo reforça as medidas de segurança para proteger passageiros, motoristas e garantir a circulação dos ônibus na cidade.