Guerra

Zelensky acusa Putin de tentar dividir Ocidente e pede firmeza dos EUA em sanções

O líder ucraniano solicita que Washington mantenha sanções contra a Rússia, que busca sua suspensão em meio a negociações

O líder ucraniano solicita que Washington mantenha sanções contra a Rússia, que busca sua suspensão em meio a negociações - Imagem: Reprodução / X / @BlogdoNoblat

Gabriela Thier Publicado em 27/03/2025, às 14h43

Nesta quinta-feira (27), o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, fez declarações contundentes em Paris, acusando o líder russo, Vladimir Putin, de tentar "dividir" a Europa e os Estados Unidos. As afirmações surgem em um contexto de intensas tensões internacionais, após a recente aproximação de Putin com o ex-presidente americano Donald Trump, ocorrida durante os mais de três anos da invasão russa à Ucrânia.

Durante uma coletiva de imprensa que se seguiu a uma cúpula de aliados em apoio a Kiev, na qual representantes dos EUA não estiveram presentes, Zelensky enfatizou: "Putin realmente deseja dividir a Europa e os Estados Unidos". Esse apelo ressalta a preocupação do governo ucraniano com as estratégias diplomáticas da Rússia e suas implicações para a unidade ocidental.

Zelensky também expressou seu desejo de que Washington adote uma postura mais firme em relação a Moscou. Ele fez um apelo aos países ocidentais para que mantenham as sanções econômicas impostas à Rússia, que Moscou tem solicitado sua suspensão. O governo dos Estados Unidos anunciou na terça-feira que houve progresso nas negociações entre Rússia e Ucrânia sobre um potencial cessar-fogo no Mar Negro, mediadas por autoridades americanas na Arábia Saudita.

Tanto Kiev quanto Moscou confirmaram os avanços nas conversações; no entanto, a Rússia impôs certas condições, incluindo demandas por alívio das sanções que afetam seu setor agrícola. Em Paris, Zelensky alertou que a suspensão dessas sanções representaria "sinais muito perigosos", reforçando a posição unânime dos aliados europeus em manter as restrições econômicas contra a Rússia.

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