EUA

Trump ameaça a União Europeia com tarifas e anuncia novas medidas comerciais

O presidente também reiterou sua insatisfação com a Índia, citando questões relacionadas ao petróleo da Rússia

O presidente também reiterou sua insatisfação com a Índia, citando questões relacionadas ao petróleo da Rússia - Imagem: Reprodução / X / @Metropoles

Gabriela Thier Publicado em 05/08/2025, às 15h37

Em uma recente entrevista à CNBC, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez declarações contundentes sobre as relações comerciais com a União Europeia (UE), ameaçando a imposição de uma tarifa de 35% caso o bloco não cumpra suas obrigações. A entrevista ocorreu na terça-feira (5), e abordou também futuros anúncios relacionados a tarifas sobre semicondutores e produtos farmacêuticos.

Trump destacou que a Suíça, conhecida por seu setor farmacêutico lucrativo, será alvo de tarifas iniciais que, segundo ele, serão modestas. "Estamos considerando uma pequena tarifa sobre produtos farmacêuticos", afirmou o presidente. Ele também comemorou os recentes acordos comerciais estabelecidos com países como Japão, Indonésia e Coreia do Sul, que ampliaram as oportunidades de mercado para os EUA. Contudo, reiterou sua insatisfação com a Índia, classificando-a como "não uma boa parceira comercial" e anunciou um aumento significativo nas tarifas direcionadas ao país, citando questões relacionadas ao petróleo da Rússia como justificativa.

Apesar das preocupações globais sobre possíveis aumentos nos preços do petróleo, Trump minimizou esses riscos, afirmando que não estava preocupado com a situação atual. "Se os preços de energia caírem o suficiente, Vladimir Putin deixará de matar e isso seria positivo", declarou. No que diz respeito às relações com a China, Trump revelou que mantém uma relação positiva e respeitosa com o presidente chinês Xi Jinping, mencionando que ambos estão abertos a uma possível reunião até o final do ano, caso um acordo seja alcançado. O presidente americano expressou otimismo quanto a um entendimento entre os dois países, sugerindo que um acordo está próximo.

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