Neve, gelo e temperaturas extremas afetam mais da metade da população; autoridades declaram situação de emergência em 18 estados
Lívia Gennari Publicado em 25/01/2026, às 11h06
A intensa tempestade de inverno que ainda atinge os Estados Unidos continua causando cancelamentos em massa de voos, quedas de energia e o fechamento de escolas e repartições públicas. Até este domingo (25), mais de 13 mil voos foram suspensos e cerca de 230 mil consumidores permanecem sem eletricidade, de acordo com a agência Reuters.
Autoridades estaduais e federais emitiram declarações de emergência em 18 estados e no Distrito de Columbia, diante do que especialistas classificam como uma das tempestades mais severas em quatro décadas. Mais de 200 milhões de pessoas estão sob alertas de frio extremo, neve intensa e chuva congelante. No Texas, 17 mil residências perderam o aquecimento devido a quedas de energia, aumentando o risco para pessoas em condições críticas.
O Meio-Oeste do país registrou temperaturas recordes: em Wisconsin, termômetros chegaram a -38°C, e a sensação térmica alcançou -40°C em algumas regiões, nível no qual a pele pode congelar em cerca de dez minutos. Meteorologistas preveem que a onda de frio intenso e os acúmulos de gelo — que podem chegar a 30 centímetros em algumas localidades — devem continuar afetando as Grandes Planícies até segunda-feira (26).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a situação como “histórica” e garantiu apoio federal aos estados mais atingidos. Enquanto isso, as autoridades reforçam a necessidade de cautela, recomendando que a população permaneça em casa e evite viagens desnecessárias, devido ao risco de acidentes e complicações com o frio extremo.
A tempestade de inverno segue como uma ameaça direta à rotina de milhões de americanos, com impactos esperados no transporte, no comércio e nos serviços públicos, enquanto equipes de emergência trabalham para restaurar a energia e oferecer suporte às regiões mais afetadas.