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Trump articula conselho internacional para Gaza

Trump convida Lula e líderes globais para Conselho da Paz sobre Gaza

EUA formalizam convite ao Brasil, Argentina e outros países para liderar transição política e reconstrução do território palestino

O presidente dos EUA, Donald Trump, convida Lula para integrar o Conselho da Paz, focando na reconstrução da Faixa de Gaza após o conflit - Imagem: Ricardo Stuckert/PR
O presidente dos EUA, Donald Trump, convida Lula para integrar o Conselho da Paz, focando na reconstrução da Faixa de Gaza após o conflit - Imagem: Ricardo Stuckert/PR

Letícia Sales Publicado em 17/01/2026, às 15h42


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou oficialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa liderada por Washington com o objetivo de conduzir a transição política, a segurança e a reconstrução da Faixa de Gaza após o conflito.

Além do Brasil, também receberam convites o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Segundo apuração diplomática, o convite ao governo brasileiro foi formalizado por meio da embaixada dos EUA em Washington, mas o Planalto ainda não respondeu.

A iniciativa ocorre no contexto do lançamento da “Fase Dois” do plano de 20 pontos apresentado por Trump para encerrar o conflito em Gaza. Nesta nova etapa, o foco deixa de ser apenas o cessar-fogo e passa a priorizar a desmilitarização do território e a instalação de uma governança tecnocrática transitória.

O presidente argentino Javier Milei foi o primeiro a confirmar participação. Em publicação nas redes sociais, ele comemorou o convite e classificou a Argentina como “membro fundador” do conselho. Milei afirmou que seu país estará ao lado das nações que combatem o terrorismo e defendem a paz, a liberdade e a propriedade.

O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, explicou que será criado um Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG), responsável pela gestão temporária do território. Segundo ele, os Estados Unidos esperam que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações, incluindo a devolução do último refém morto, sob risco de “consequências sérias”.

Na última quinta-feira (15), Trump afirmou que a primeira fase do plano garantiu níveis recordes de ajuda humanitária e criou as bases para a transição política. Segundo o presidente americano, o Conselho da Paz terá papel central na construção de um novo arranjo institucional para Gaza.

“Como presidente do Conselho da Paz, apoio um governo tecnocrático palestino recém-nomeado. Com o apoio do Egito, da Turquia e do Catar, buscaremos um acordo abrangente de desmilitarização com o Hamas, incluindo a entrega de armas e o desmantelamento de túneis”, declarou Trump.

A proposta ainda gera expectativa e cautela na comunidade internacional, especialmente diante das divergências diplomáticas entre os países convidados e da complexidade política e humanitária envolvida no futuro de Gaza.


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