Tensão aumenta enquanto Zelensky busca apoio europeu contra a Rússia
Gabriela Thier Publicado em 19/12/2024, às 16h49
O presidente russo Vladimir Putin fez uma declaração significativa nesta quinta-feira (19), ao manifestar sua disposição para iniciar negociações visando a resolução do conflito com a Ucrânia, propondo que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atue como mediador. Essa proposta foi apresentada durante sua coletiva de imprensa anual, onde Putin costuma fazer um balanço das questões mais relevantes do ano.
Putin indicou que as conversações poderiam ter início em 20 de janeiro de 2025, data que coincide com uma possível reeleição de Trump à presidência dos EUA. Contudo, ele ressaltou que tanto a Rússia quanto a Ucrânia necessitam demonstrar comprometimento genuíno para que o processo negocial seja bem-sucedido.
Durante a coletiva, o líder russo comentou sobre o estado das tropas ucranianas, afirmando que elas estariam exaustas e prestes a perder a disposição para continuar os combates. De acordo com Putin, as forças russas estariam em vias de alcançar seus objetivos militares, embora ele não tenha detalhado quais seriam esses objetivos específicos. Historicamente, a Rússia justificou sua invasão ao território ucraniano alegando a necessidade de "desnazificação" em áreas específicas e de libertação de regiões como Donetsk.
A longa relação entre Putin e Trump levanta especulações sobre possíveis concessões territoriais por parte da Ucrânia em um futuro acordo, algo que é categoricamente rejeitado pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Enquanto isso, Zelensky se encontra em Bruxelas participando de uma cúpula da União Europeia, onde solicita apoio dos países europeus e dos Estados Unidos para conter a expansão russa.
A principal preocupação da União Europeia é que o avanço da Rússia não se restrinja apenas à Ucrânia, mas possa se estender a outras nações europeias. Zelensky permanece firme em sua determinação de não ceder território à Rússia, reconhecendo ao mesmo tempo a importância de conquistar o apoio de Trump, que atualmente parece adotar uma postura mais conciliadora. A situação na região continua tensa, com desdobramentos aguardados nos próximos meses.