Republicano foi declarado culpado de 34 acusações de fraude contábil, cometidas para encobrir o pagamento de US$ 130 mil à atriz de conteúdo adulto Stormy Daniels em 2016

William Oliveira Publicado em 17/12/2024, às 08h58
O juiz Juan Merchan, de Nova York, decidiu na segunda-feira (17) que Donald Trump não possui imunidade presidencial no processo envolvendo o suborno à ex-atriz pornô Stormy Daniels. A decisão foi tomada com base no entendimento de que os atos ocorreram antes de Trump assumir a presidência.
Em maio, Trump foi declarado culpado de 34 acusações de fraude contábil, cometidas para encobrir o pagamento de US$ 130 mil a Daniels em 2016. O valor foi pago durante a campanha presidencial pelo advogado de Trump na época, Michael Cohen, para impedir que a atriz revelasse um relacionamento extraconjugal com o então empresário.
O pagamento foi registrado como uma despesa do advogado, o que ocultou o valor dos registros fiscais. Também foi argumentado que o suborno teve o objetivo de proteger a campanha eleitoral de Trump, já que o pagamento visava evitar que a relação com Daniels prejudicasse a reta final da disputa.
Inicialmente prevista para julho, a sentença foi adiada duas vezes devido à análise sobre a imunidade presidencial, um tema discutido pela Suprema Corte. Os advogados de Trump defenderam que a condenação deveria ser anulada, alegando que os promotores usaram evidências relacionadas à conduta oficial de Trump enquanto presidente.
Merchan rejeitou essa alegação, afirmando que as evidências não estavam vinculadas a ações oficiais de Trump no cargo.
"Se ocorreu um erro em relação à introdução da evidência contestada, tal erro foi inofensivo à luz da evidência esmagadora de culpa", afirmou o juiz.
Em resposta, Steven Cheung, diretor de comunicações de Trump, criticou a decisão, considerando-a uma "violação direta da Suprema Corte e de jurisprudências consolidadas". "Este processo nunca deveria ter sido iniciado, e a Constituição exige seu arquivamento imediato", declarou.
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