Manifestantes da campanha “No Kings” criticam medidas do governo americano e denunciam o avanço de posturas autoritárias no país
Lívia Gennari Publicado em 19/10/2025, às 18h22
Milhares de pessoas foram às ruas no último sábado (18), em diferentes cidades dos Estados Unidos para participar da campanha “No Kings”, que marca o início de uma ampla mobilização popular contra o governo de Donald Trump. Os manifestantes condenam o que enxergam como um movimento autoritário do presidente.
Em Nova York, a Times Square ficou lotada de manifestantes que empunhavam cartazes com mensagens em defesa da democracia. Grandes atos também ocorreram em Washington, Los Angeles, Boston, Atlanta e Chicago. Segundo os organizadores, o movimento também foi aderido em dezenas de países, com protestos simultâneos em capitais europeias e latino-americanas.
Contra cortes e controle militar; entenda a campanha
Os participantes protestaram contra políticas de imigração, segurança e educação, além de cortes de verbas para universidades e da presença da Guarda Nacional em grandes centros urbanos. O movimento surgiu como uma resposta ao que os organizadores consideram tendências autoritárias do governo, reunindo cidadãos em atos pacíficos para defender direitos civis e democráticos.
Não há nada mais americano do que dizer ‘nós não temos reis’ e exercer nosso direito de protestar pacificamente”, afirmou Leah Greenberg, cofundadora do movimento progressista Indivisible, responsável pela organização dos atos.
O movimento recebeu apoio de diversas personalidades, incluindo a ex-secretária de Estado Hillary Clinton e dezenas de celebridades. Apesar do grande público, a polícia de Nova York não registrou prisões durante as manifestações.
Trump reage
Em resposta, o Partido Republicano classificou os protestos como “antiamericanos”. O presidente Donald Trump, por sua vez, tentou minimizar as críticas.
Dizem que estão se referindo a mim como um rei. Eu não sou um rei”, declarou em entrevista à Fox News.
A expectativa dos organizadores é de que os atos continuem nas próximas semanas, com novos protestos planejados para capitais estaduais e universidades dos EUA.