Guerra

Netanyahu considera proposta polêmica de Trump para Gaza

Arábia Saudita se opõe e sediará uma cúpula com diversos países árabes

Arábia Saudita se opõe e sediará uma cúpula com diversos países árabes - Imagem: Reprodução / X / @Ahmed_hassan_za

Gabriela Thier Publicado em 17/02/2025, às 17h00

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma declaração significativa nesta segunda-feira (17), afirmando que deve considerar a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referente à Faixa de Gaza, que inclui o deslocamento de 2,4 milhões de palestinos. Esta proposta tem gerado reações intensas e polarizadas no cenário internacional.

A Arábia Saudita, que se opõe à iniciativa, sediará uma cúpula com diversos países árabes na próxima sexta-feira. O evento, que inicialmente estava agendado para quinta-feira, visa estabelecer uma resposta unificada à proposta de Trump, que provocou forte indignação entre as nações árabes e a comunidade internacional. Durante sua visita a Israel no último domingo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, manifestou apoio à posição de Netanyahu e planeja se reunir com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em Riade.

Em suas declarações, Netanyahu expressou sua intenção de "respeitar" o plano do presidente americano, que sugere o controle da região de Gaza pelos Estados Unidos e o reassentamento dos seus habitantes no Egito e na Jordânia. Além disso, a proposta inclui a transformação da Faixa de Gaza em um destino turístico de luxo semelhante à Costa Azul francesa. Essa ideia, no entanto, foi rejeitada tanto pelos países envolvidos quanto pelos próprios palestinos.

"Comprometi-me a garantir que, após a guerra em Gaza, não existam mais nem Hamas nem a Autoridade Palestina. Portanto, devo respeitar o plano do presidente Trump para criar uma nova realidade em Gaza", afirmou Netanyahu durante sua declaração.

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