Comitê Internacional da Cruz Vermelha expressa preocupação com a saúde dos reféns

Gabriela Thier Publicado em 14/02/2025, às 16h54
Nesta sexta-feira (14) Israelconfirmou a identidade dos três reféns sequestrados em Gaza que serão libertados no próximo sábado, após um período prolongado de incerteza sobre a continuidade do cessar-fogo com o Hamas. A informação foi divulgada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Os reféns que receberão a liberdade são Yair Horn, um argentino-israelense; Sasha Trupanov, um russo-israelense; e Sagui Dekel Chen, um americano-israelense. Um deles foi capturado pela Jihad Islâmica, grupo que colabora com o Hamas e que participou do ataque realizado em 7 de outubro de 2023, ato que deu início ao atual conflito na região.
Após três meses de negociações indiretas mediadas por Catar, Egito e Estados Unidos, as partes envolvidas conseguiram estabelecer um cessar-fogo. Essa trégua entrou em vigor em 19 de janeiro, pondo fim a mais de 15 meses de hostilidades no território sob controle do Hamas desde 2007.
Entretanto, o acordo enfrenta pressão crescente desde que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que seu país assumisse o controle sobre Gaza, além da transferência da população local para outras áreas.
Israel condicionou a manutenção da trégua à libertação dos três reféns israelenses. O Hamas, por sua vez, ameaçou adiar o processo, alegando que Israel teria violado os termos acordados.
A negociação estipula a troca dos reféns israelenses sequestrados no ataque de outubro por prisioneiros palestinos detidos em Israel. Até o momento, cinco trocas desse tipo já foram efetuadas.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que tem facilitado essas trocas, expressou preocupação com a saúde e as condições dos reféns liberados. Em um comunicado publicado na plataforma X (anteriormente Twitter), o CICV enfatizou a necessidade urgente de acesso aos reféns ainda em cativeiro.
A entidade já havia solicitado que as trocas fossem realizadas em cerimônias privadas. Recentemente, durante uma troca anterior, três reféns israelenses foram forçados a aparecer publicamente e falar diante de milicianos armados do Hamas, o que gerou indignação no país devido ao estado visivelmente debilitado dos libertados.
Um dos reféns anteriormente libertados, Keith Siegel, um israelense-palestino, relatou suas experiências traumáticas durante 484 dias de cativeiro. Ele descreveu as condições desumanas pelas quais passou e como foi tratado: "Fui deixado morrer de fome e torturado tanto física quanto emocionalmente", declarou em um vídeo.
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