Tensão no Golfo

Guarda Revolucionária do Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz após ultimato de Donald Trump

Escalada entre Irã e Estados Unidos aumenta risco de impacto global no transporte de energia

Com a escalada das tensões, o Irã se prepara para destruir infraestruturas críticas em resposta a qualquer ataque dos EUA - Imagem: Reprodução/AP

Letícia Sales Publicado em 22/03/2026, às 18h05

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste domingo (22) que poderá fechar “completamente” o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpra a ameaça de atacar instalações energéticas iranianas.

A declaração surge após Trump afirmar, no sábado (21), que poderia “obliterar” usinas de energia do Irã se o país não reabrir totalmente a passagem marítima em até 48 horas. A medida elevaria significativamente a tensão em um conflito que já se estende há mais de três semanas.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária indicou que uma eventual ofensiva americana provocaria retaliações diretas. O grupo afirmou que poderá “destruir completamente” empresas no Oriente Médio com participação norte-americana e considerar como “alvos legítimos” instalações energéticas em países que abrigam bases dos EUA.

Antes disso, outras autoridades iranianas já haviam se manifestado em tom semelhante. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que o país está preparado para “destruir de forma irreversível” infraestruturas críticas e energéticas na região.

As Forças Armadas iranianas também advertiram que qualquer ataque resultará em represálias contra estruturas ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio.

Em contraste, o embaixador do Irã na Organização Marítima Internacional, Ali Mousavi, adotou um tom mais moderado ao afirmar que o estreito permanece fechado apenas para embarcações consideradas “inimigas”. Segundo ele, o país pretende garantir a passagem segura de navios de outras nações.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás, e qualquer bloqueio total pode gerar impactos imediatos nos mercados globais de energia, além de ampliar a instabilidade geopolítica na região.

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