Diário de São Paulo
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Trump envia agentes do ICE aos aeroportos a menos de três meses da Copa

Governo federal justifica mobilização como reforço à segurança, enquanto oposição pede mudanças nas políticas de imigração e teme impacto durante o torneio

Agentes do ICE vão atuar em aeroportos para apoiar TSA - Imagem: Scott Olson
Agentes do ICE vão atuar em aeroportos para apoiar TSA - Imagem: Scott Olson

Lívia Gennari Publicado em 22/03/2026, às 12h35


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (22), que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) começarão a atuar em aeroportos do país a partir de segunda-feira (23) para apoiar os funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA), afetados por atrasos salariais. A decisão ocorre em meio a um impasse orçamentário do Departamento de Segurança Interna, cujo projeto de financiamento foi vetado pelos senadores democratas na última sexta-feira (20).

A disputa política gira em torno de mudanças nas práticas do ICE, motivadas por protestos após a morte de dois cidadãos em Minnesota durante operações de imigração. Entre as demandas democratas estão a exigência de mandados judiciais para entrada em residências e identificação visível dos agentes, além da proibição do uso de máscaras.

O governo Trump afirma já ter acatado parte das mudanças, como a ampliação do uso de câmeras corporais e restrições a operações em locais sensíveis, incluindo hospitais e escolas. No entanto, questões centrais, como a retirada das máscaras durante ações, ainda não encontram consenso entre ambas as partes. 

A Copa do Mundo de 2026se aproxima, com partidas majoritariamente nos EUA, e por isso, cresce a preocupação sobre possíveis ações do ICE contra estrangeiros presentes no país para o torneio, especialmente daqueles vindos de países com restrições de entrada. Especialistas alertam para o impacto que essas operações podem ter na imagem do evento e no fluxo de visitantes internacionais.

Enquanto isso, a paralisação parcial de agentes da TSA já provocou longas filas e atrasos em aeroportos, aumentando a pressão para que o impasse político seja resolvido rapidamente, sem prejudicar a movimentação de passageiros em plena temporada de viagens.


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