A secretária da Educação, Linda McMahon, defende que avaliações devem ser baseadas em desempenho acadêmico
Gabriela Thier Publicado em 14/03/2025, às 16h58
Na última sexta-feira (14), o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou o início de investigações envolvendo mais de cinquenta instituições de ensino superior. As apurações estão centradas em alegações de que programas voltados para a diversidade racial estariam “discriminando estudantes brancos e asiático-americanos”.
O Departamento de Educação norte-americano manifestou a intenção de rever o financiamento federal destinado a universidades prestigiadas, como Yale e Columbia, um movimento que visa intensificar a pressão sobre essas instituições acadêmicas.
A secretária da Educação, Linda McMahon, ressaltou que as avaliações dos alunos devem ser fundamentadas no desempenho acadêmico individual e não em sua origem étnica. "Estamos firmes nesse compromisso e não recuaremos", afirmou McMahon.
A maior parte das investigações se concentra nas colaborações entre as universidades e o Projeto PhD, uma entidade sem fins lucrativos que busca apoiar estudantes de grupos historicamente sub-representados na conquista de diplomas em áreas de Gestão.
Autoridades do Departamento de Educação acusaram o Projeto PhD de limitar a elegibilidade dos estudantes com base em critérios considerados discriminatórios e afirmaram que as instituições que mantêm parcerias com essa organização estão envolvidas em práticas de exclusão racial dentro de seus programas de pós-graduação.
As investigações abrangerão 45 instituições acadêmicas, tanto públicas quanto privadas, que têm vínculos com o Projeto PhD. Entre elas estão a Arizona State University, Ohio State University, Rutgers University, além das renomadas Yale, Cornell, Duke e Massachusetts Institute of Technology (MIT).