Guerra

Gabinete de segurança de Israel aprova acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza

A proposta ainda precisa passar pela avaliação do conselho de ministros

A proposta ainda precisa passar pela avaliação do conselho de ministros - Imagem: Reprodução / X / @misvakcaps

Gabriela Thier Publicado em 17/01/2025, às 16h41

Nesta sexta-feira (17), o gabinete de segurança do governo israelense deu um passo significativo ao aprovar um acordo de cessar-fogo para a Faixa de Gaza. No entanto, a proposta ainda precisa passar pela avaliação do conselho de ministros, que é composto por todos os membros do governo, e essa reunião está programada para ocorrer ao longo do dia.

Segundo um comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a aprovação veio após uma análise detalhada que considerou aspectos diplomáticos, de segurança e humanitários. "Embora o acordo proposto contribua para os objetivos da guerra, o Gabinete de Segurança recomendou ao Governo que aprove a estrutura delineada", afirmou o comunicado.

O gabinete de segurança é uma instância composta por um número restrito de ministros focados nas questões de segurança. Apesar da aprovação preliminar, as autoridades israelenses solicitaram que as famílias dos reféns se preparem para a possível chegada dos prisioneiros atualmente sob a custódia do Hamas.

O avanço do acordo não ocorreu sem controvérsias. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, expressou sua oposição à proposta, solicitando que o conselho rejeite o acordo. Ele convocou seus colegas do Likud e do Sionismo Religioso em um apelo nas redes sociais: "Não é tarde demais, estamos prestes a ter uma reunião governamental, este acordo pode ser interrompido; juntem-se a mim nesta causa".

A estrutura do acordo estabelece uma fase inicial de seis semanas de trégua, durante a qual as forças israelenses começarão a se retirar gradualmente da região. Em contrapartida, está prevista a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos detidos por Israel.

A fase final do acordo abrange discussões sobre um possível governo alternativo em Gaza e estratégias para a reconstrução da área devastada pelos conflitos recentes.

Após o anúncio do cessar-fogo mediado pelo Catar e pelos Estados Unidos, Israel continuou suas operações militares na Faixa de Gaza. Autoridades locais relataram que mais de 100 vidas foram perdidas desde a divulgação da trégua. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram que realizaram ataques em 50 alvos relacionados ao Hamas e à Jihad Islâmica nas últimas 24 horas.

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