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Summit Imobiliário 2025: mercado em movimento e tendências que moldam o futuro das cidades

Economistas e autoridades debatem a importância da previsibilidade econômica para o investimento no setor imobiliário. - Imagem: Reprodução | Freepik

Marcelo Emerson Publicado em 03/07/2025, às 08h29

Na última segunda-feira, o Summit Imobiliário 2025, promovido pelo Estadão em parceria com o Secovi-SP, reuniu grandes nomes do setor imobiliário, especialistas econômicos e autoridades públicas para discutir os rumos de um dos mercados mais estratégicos do país. Com o tema central “Perspectivas econômicas e as novas tendências de negócios”, o evento se consolidou como uma vitrine de ideias, soluções e oportunidades para um setor em constante reinvenção.

O painel de abertura destacou os cenários macroeconômicos e os desafios fiscais que impactam diretamente o ambiente de negócios. O economista Rodrigo Lluhar e o secretário Fernando Haddad trouxeram análises que reforçam a importância da previsibilidade econômica para o investimento privado e a expansão do crédito imobiliário.

Na sequência, os debates abordaram temas cruciais como o mercado imobiliário do futuro, a habitação popular e a necessidade de adaptação às novas formas de moradia. Cláudio Carvalho (CEO da VBI Real Estate) e Luiz França (presidente da Abrainc) apontaram para uma mudança de paradigma: o consumidor de hoje busca mais do que localização e metragem — ele quer mobilidade, conveniência e sustentabilidade.

Um dos momentos mais esperados foi o painel sobre retrofit no Centro de São Paulo. Elizabete França, Gil Blanche e Marcelo Falcão defenderam o reaproveitamento de edifícios subutilizados como estratégia para revitalização urbana e enfrentamento do déficit habitacional. Além do evidente ganho social e ambiental, o retrofit vem se consolidando como uma alternativa viável e rentável para investidores atentos à requalificação do espaço urbano.

Outro destaque foi o crescimento dos apartamentos compactos e das moradias voltadas para o aluguel de curta duração, o chamado short stay. Bianca Setin, Ciro Naufel e Alexandre Lafer apresentaram dados e cases que demonstram como essas soluções atendem tanto a uma demanda jovem e urbana quanto às necessidades da economia do compartilhamento. Em um cenário de juros elevados e mobilidade profissional crescente, soluções flexíveis de habitação ganham tração no mercado.

Ao longo do dia, os especialistas também discutiram o papel do crédito, a atuação do setor público e os desafios da inclusão habitacional. Ficou claro que o futuro do setor passa por uma articulação entre inovação, política urbana e responsabilidade social.

O encerramento do evento ficou por conta da entrega do Prêmio Top Imobiliário, que homenageou empresas e profissionais que se destacaram por sua contribuição ao desenvolvimento urbano sustentável no estado de São Paulo.

Mais do que um painel de tendências, o Summit Imobiliário 2025 reforçou o papel do setor como motor de transformação econômica, social e ambiental. Para quem empreende, investe ou planeja políticas públicas, o evento foi um convite a pensar a cidade como um organismo vivo — e o mercado imobiliário, como agente de seu desenvolvimento.

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