Marcelo Emerson Publicado em 27/11/2025, às 09h33
Mesmo com a redução dos índices gerais de criminalidade no estado, os condomínios paulistanos continuam na mira de criminosos. No primeiro semestre de 2025, foram registrados 1.429 roubos a condomínios, segundo dados colhidos pela AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo) a partir de informações oficiais da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A queda em relação ao ano anterior é real, mas insuficiente para tranquilizar quem mora em empreendimentos residenciais. Os roubos seguem acontecendo, e onde há brechas de controle, há oportunidade para invasões.
As ocorrências recentes revelam um padrão preocupante: quadrilhas especializadas, ações rápidas, uso de equipamentos clonados e exploração de falhas comuns na rotina da portaria. Em muitos casos, um único erro — a pressa de abrir o portão, a falta de conferência de identidade ou o excesso de confiança em tecnologias mal configuradas — é suficiente para garantir a entrada de criminosos.
Diante desse cenário, entidades do setor condominial têm reforçado um alerta direto: segurança não depende apenas de câmeras e portões. É a combinação eficiente de tecnologia, regras claras e equipes treinadas que realmente reduz o risco. Sistemas modernos de CFTV com análise inteligente, controle de acesso biométrico e monitoramento de perímetro são importantes, mas sem procedimentos bem definidos e profissionais preparados, tornam-se meros enfeites caros.
Cabe aos síndicos liderar essa mudança. Treinar equipes, padronizar rotinas e estimular a participação dos moradores deixaram de ser recomendações opcionais: são necessidade imediata. Portaria sem POP (procedimento operacional padrão) é brecha aberta; condomínio sem protocolos de resposta rápida é alvo fácil.
Há uma lição simples: segurança não é promessa de equipamento, e sim prática diária. Síndicos que tratam o tema com seriedade protegem vidas, preservam patrimônio e evitam que seu condomínio vire estatística. Com tecnologia responsável, treinamento contínuo e moradores conscientes, os números podem continuar caindo — e, enfim, deixar de tirar o sono dos condomínios que são nossos lares.
Este colunista estará em um evento sobre segurança condominial. Ao lado do Dr. Giancarlo Corazza, compartilharemos conhecimentos, dicas práticas e análises de casos no evento “Temas atuais da vida em condomínios”, no dia 4 de dezembro, na Casa Dreams Eventos, no bairro do Morumbi, em São Paulo. Visitem as redes sociais deste colunista para maiores informações e inscrições