Impacto da inflação

São Paulo tem a cesta básica mais cara do Brasil

Preço médio chegou a R$ 845,95 em dezembro e carne bovina puxou a alta

Levantamento mostra aumento da cesta básica em 17 capitais brasileiras. - Imagem: Reprodução/Freepik.

Erika Osti Publicado em 08/01/2026, às 16h29

O bolso dos paulistanos sentiu mais uma vez o impacto da inflação no fim de 2025. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pelo Dieese em parceria com a Conab, São Paulo registrou a cesta básica mais cara do país em dezembro, com custo médio de R$ 845,95.

O levantamento mostra que os preços subiram em 17 capitais brasileiras, com destaque para Maceió, onde a alta foi de 3,19%. Em São Paulo, embora a variação tenha sido menor, o valor absoluto manteve a capital no topo da lista, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Entre os produtos que mais pesaram no orçamento, a carne bovina de primeira foi apontada como responsável pela alta em 25 das 27 capitais. A demanda aquecida, tanto interna quanto externa, somada à oferta restrita, pressionou os preços. Outro item que disparou foi a batata, que subiu em quase todas as capitais, chegando a 24,10% de aumento no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o tubérculo também encareceu, reflexo das chuvas e do fim da colheita.

Na outra ponta, capitais da região Norte registraram quedas expressivas. Porto Velho liderou a redução, com recuo de 3,60%, seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%). João Pessoa foi a única capital onde o preço médio não variou.

O Dieese calcula ainda que, com base na cesta mais cara do país, o salário mínimo ideal em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83, valor 4,68 vezes maior que o mínimo vigente de R$ 1.518,00. O cálculo considera despesas básicas como alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer.

Para os consumidores paulistanos, o resultado reforça a dificuldade de manter o orçamento equilibrado. Com a carne e a batata em alta, famílias precisam adaptar o cardápio e buscar alternativas mais baratas. Especialistas alertam que a tendência é de pressão contínua nos preços, especialmente em produtos frescos, caso as condições climáticas não melhorem.

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