Os dados da PNAD Contínua revelam um aumento nos rendimentos e uma leve variação na contribuição dos programas sociais
Gabriela Thier Publicado em 08/05/2025, às 14h43
No ano de 2024, o Brasil registrou um rendimento mensal real domiciliar per capita de R$2.020, marcando um aumento de 4,7% em relação a 2023 e um crescimento expressivo de 19,1% desde 2012. A soma total da massa de rendimento mensal domiciliar per capita também apresentou um avanço, alcançando R$438,3 bilhões, com um incremento de 5,4% comparado ao ano anterior.
O rendimento proveniente de todas as fontes financeiras cresceu 2,9%, atingindo R$3.057. O valor médio obtido pelos trabalhadores em suas atividades foi de R$3.225. Além disso, os rendimentos provenientes de programas sociais do governo totalizaram R$836. Notavelmente, a proporção do rendimento do trabalho no total do rendimento domiciliar per capita aumentou de 74,2% para 74,9%, embora ainda esteja abaixo do recorde histórico de 76,9% registrado em 2014.
Em termos de desigualdade de renda, o país apresentou avanços significativos. O índice de Gini do rendimento mensal real domiciliar per capita caiu para 0,506, representando o menor nível já observado na série histórica. Atualmente, o segmento mais rico da população (1%) recebe 36,2 vezes mais do que os 40% mais pobres, a menor diferença já registrada.
Além disso, a quantidade de pessoas que recebem algum tipo de rendimento subiu para 143,4 milhões. Deste total, 101,9 milhões obtiveram rendimentos habituais provenientes do trabalho e 29,2 milhões contaram com aposentadorias e pensões. A contribuição dos programas sociais para o rendimento domiciliar per capita teve uma leve variação, passando de 3,7% para 3,8%.
Essas estatísticas foram extraídas do módulo anual da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que avalia o rendimento proveniente de todas as fontes e foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).