No acumulado de janeiro a outubro de 2024, a arrecadação totalizou R$ 2,18 trilhões, sem considerar os ajustes inflacionários
William Oliveira Publicado em 21/11/2024, às 12h54
Em um anúncio recente, a Receita Federal revelou que a arrecadação de impostos, contribuições e outras receitas do governo federal atingiu R$ 247,92 bilhões em outubro de 2024. Este valor representa um aumento real, descontando-se a inflação, de 9,77% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando o montante foi de R$ 225,86 bilhões.
Este desempenho destaca-se como o maior já registrado para o mês de outubro desde que a série histórica teve início, em 1995. O resultado superou o recorde anterior, estabelecido em 2022, com uma arrecadação de R$ 225,86 bilhões.
Ao longo do período acumulado de janeiro a outubro de 2024, a arrecadação totalizou R$ 2,18 trilhões, sem ajustes inflacionários. Este valor indica um crescimento real de 9,70%, conforme medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sendo o maior volume de recursos tributários captados nos primeiros dez meses do ano nas últimas três décadas.
Focando nas receitas geridas pela Receita Federal, a arrecadação em outubro alcançou R$ 225,2 bilhões, marcando um incremento real de 9,93%. Em contraste, as receitas administradas por outras entidades somaram R$ 22,68 bilhões. Excluindo-se os pagamentos extraordinários, o crescimento real seria de 7,40% no acumulado do ano e de 8,87% para outubro especificamente.
Análise dos fatores econômicos
A Receita Federal atribuiu este expressivo aumento à melhoria das condições macroeconômicas do país. Dentre os fatores que impulsionaram essa alta estão:
Os segmentos que mais contribuíram para o aumento da arrecadação em outubro foram:
No contexto anual acumulado até outubro, destacam-se os seguintes resultados: