Fake news sobre Galípolo afeta a cotação do dólar e preocupa a economia
Gabriela Thier Publicado em 19/12/2024, às 14h42
A Polícia Federal, em conjunto com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), iniciou uma investigação para apurar possíveis crimes de manipulação no mercado de capitais. O foco da investigação é uma série de informações falsas que circularam nas redes sociais, relacionadas à política monetária e ao futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O procedimento investigativo foi solicitado pela Advocacia-Geral da União (AGU) após a identificação, na última terça-feira (17), de diversas postagens que continham declarações fraudulentas atribuídas a Galípolo em um perfil na plataforma X. Embora o Banco Central tenha prontamente desmentido as alegações, o conteúdo enganoso já havia causado impacto nas análises de especialistas econômicos e, consequentemente, influenciado a cotação do dólar.
A Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia ressaltou que a disseminação dessa fake news compromete a percepção do mercado e pode prejudicar a eficácia das políticas de estabilização cambial. A procuradora nacional, Karina Nathércia Lopes, enfatizou que "manifestações em plataformas digitais não podem ser realizadas para gerar desinformação sobre políticas públicas nem minar a legitimidade das instituições democráticas".
Gabriel Galípolo atualmente ocupa o cargo de diretor de Política Monetária no Banco Central e foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir a presidência da instituição em janeiro do próximo ano.