ECONOMIA GLOBAL

Petróleo despenca após trégua entre EUA e Irã e abre alívio para combustíveis no Brasil

Cessar-fogo temporário derruba preços internacionais em até 15% e pode reduzir pressão sobre diesel, passagens aéreas e inflação no país.

Queda no preço do petróleo após trégua entre EUA e Irã pode impactar combustíveis e aliviar a inflação no Brasil - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 08/04/2026, às 10h23

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O anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã provocou uma reação imediata no mercado internacional: o preço do petróleo despencou e bolsas globais registraram forte alta. A trégua, com duração inicial de duas semanas, inclui a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz — rota essencial para o transporte mundial de petróleo.

O barril do tipo Brent, referência global, caiu cerca de 13%, sendo negociado próximo de US$ 94, enquanto o petróleo dos Estados Unidos recuou mais de 15%. Apesar da queda expressiva, os preços ainda permanecem acima dos níveis registrados antes do início do conflito, no fim de fevereiro.

No Brasil, o movimento é visto como um possível alívio para a economia. A redução do petróleo tende a impactar diretamente o preço dos combustíveis, especialmente o diesel, considerado peça-chave no transporte de mercadorias e na cadeia produtiva agrícola.

Nos últimos meses, o governo federal havia anunciado um pacote bilionário para conter a alta dos combustíveis, incluindo subsídios e redução de impostos. No entanto, a adesão parcial de grandes distribuidoras dificultava o repasse integral da redução ao consumidor. Com a queda no preço internacional, especialistas avaliam que o cenário pode favorecer uma redução mais consistente nas bombas.

Além do diesel, o recuo do petróleo também pode aliviar custos no setor aéreo, com reflexos no preço das passagens, já que o querosene de aviação é altamente sensível às variações do mercado internacional.

No cenário global, a trégua também trouxe alívio para mercados asiáticos e europeus, que haviam sido fortemente impactados pela escalada do conflito e pela ameaça de bloqueio no fornecimento energético. Ainda assim, analistas alertam que a estabilidade dependerá da manutenção do cessar-fogo e de um eventual acordo de longo prazo entre as potências envolvidas.

Enquanto isso, os danos à infraestrutura energética no Oriente Médio e as incertezas geopolíticas indicam que a volatilidade no mercado de petróleo ainda deve continuar nas próximas semanas.

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