Energia

Itaipu conclui primeira fase de ilha solar flutuante, prometendo energia limpa

Com 1.568 painéis fotovoltaicos, projeto ocupará 7.600 m² e promete iniciar operações em novembro

Com 1.568 painéis fotovoltaicos, projeto ocupará 7.600 m² e promete iniciar operações em novembro - Imagem: Reprodução / Joédson Alves / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 06/10/2025, às 14h47

A usina hidrelétrica de Itaipu, situada na fronteira entre Brasil e Paraguai, anunciou a finalização da primeira fase da montagem de um inovador projeto piloto voltado para a criação de uma ilha solar flutuante. Este empreendimento visa gerar energia limpa que será utilizada internamente nas operações da usina.

O projeto consiste na instalação e ancoragem de 1.568 painéis fotovoltaicos sobre o leito do reservatório do Rio Paraná, o qual é responsável por fornecer a água necessária para o funcionamento das 20 turbinas da usina, que geram eletricidade. A conclusão dessa etapa foi comunicada pela empresa no dia 3 de outubro, com a data finalizando a fase inicial marcada para 26 de setembro.

A área ocupada pela ilha solar abrange 7.600 metros quadrados, correspondendo aproximadamente ao tamanho de um campo de futebol. Os próximos passos do projeto, programados para as próximas duas semanas, incluem a instalação dos equipamentos restantes e a conexão dos cabos elétricos e de comunicação. Após essa fase, serão realizados testes preliminares: os chamados testes frios, sem geração de energia, seguidos pelos testes quentes, com energização dos sistemas.

De acordo com as previsões da usina, a operação da ilha solar deverá ser iniciada em novembro. A expectativa é que ela consiga gerar até 1 MWp (megawatt-pico), que representa a capacidade máxima de geração de energia em condições ideais. Essa produção de energia limpa é suficiente para suprir o consumo de aproximadamente 650 residências e será destinada exclusivamente ao uso interno da usina.

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