Produção de grãos deve alcançar 346 milhões de toneladas neste ano, impulsionada por soja e milho
Letícia Sales Publicado em 15/01/2026, às 10h41
O Brasil caminha para registrar, em 2025, a maior safra agrícola de sua história. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 346,1 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 18,2% em comparação com 2024.
A estimativa, divulgada nesta quinta-feira (15), reflete a forte recuperação do setor agrícola, puxada principalmente por culturas estratégicas como soja, milho e arroz. Juntas, essas lavouras respondem por mais de 90% do volume total produzido e ocupam quase toda a área colhida no país.
A soja lidera o desempenho, com previsão de 166,1 milhões de toneladas, o maior volume já registrado na série histórica do IBGE. O milho também alcança patamar inédito, com produção estimada em 141,7 milhões de toneladas, resultado de condições climáticas mais favoráveis e ampliação da produtividade. O algodão herbáceo em caroço aparece igualmente com recorde, ao chegar a 9,9 milhões de toneladas.
Outras culturas também apresentam crescimento relevante. A produção de arroz em casca deve alcançar 12,7 milhões de toneladas, enquanto o trigo chega a 7,8 milhões. O sorgo, por sua vez, tem alta significativa e soma 5,4 milhões de toneladas.
Apesar do desempenho robusto em 2025, o IBGE projeta uma leve redução da safra em 2026. A produção estimada é de 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% em relação ao ano anterior. A retração é atribuída principalmente à diminuição esperada na colheita de milho, arroz, algodão, sorgo e trigo.
Ainda assim, o instituto destaca que o prognóstico para 2026 é superior às previsões iniciais feitas anteriormente, indicando revisão positiva das expectativas. A soja, diferentemente de outras culturas, deve continuar em crescimento, com aumento estimado de 2,5% na produção. O feijão também apresenta perspectiva de alta na primeira safra.
Para 2026, o IBGE passou a incluir a canola e o gergelim nas estimativas oficiais, reflexo da crescente importância dessas culturas no cenário agrícola nacional, ainda que sua produção esteja concentrada em poucas regiões do país.