Projeto busca aliviar o peso tributário da classe média e será compensado por cobrança sobre altas rendas
Manoela Cardozo Publicado em 20/05/2025, às 18h19
O governo federal apresentou nesta terça-feira, 20 de maio de 2025, uma nova proposta de reforma do Imposto de Renda, com destaque para a ampliação da faixa de isenção para salários de até R$ 5 mil mensais. A iniciativa, anunciada pelo Ministério da Fazenda, pretende beneficiar trabalhadores da classe média, que atualmente enfrentam uma das cargas tributárias mais elevadas proporcionalmente à renda.
A medida faz parte de um pacote de reestruturação tributária que visa reduzir desigualdades, e será financiada principalmente pela taxação de contribuintes com rendimentos mensais superiores a R$ 50 mil, além de novas regras para remessas ao exterior. Estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros deixem de pagar Imposto de Renda com a nova tabela.
De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a proposta é fiscalmente neutra. “O objetivo é redistribuir o peso do sistema tributário, preservando os mais vulneráveis e exigindo mais de quem pode contribuir”, afirmou em coletiva à imprensa.
A proposta prevê ainda descontos progressivos para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. A expectativa do governo é que a nova tabela entre em vigor em janeiro de 2026, caso o texto seja aprovado pelo Congresso Nacional ainda neste ano.
A equipe econômica acredita que a reforma trará maior justiça fiscal ao país e poderá estimular o consumo interno, uma vez que aumentará a renda disponível de milhões de trabalhadores. O debate no Congresso promete ser intenso, especialmente entre parlamentares ligados ao setor financeiro e à alta renda, que já manifestaram resistência à proposta.