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Fintech some com quase R$ 1 bilhão e deixa milhares de investidores em pânico no Brasil

Clientes acusam a Naskar Gestão de Ativos de desaparecer após atraso em pagamentos, aplicativo fora do ar e sumiço dos sócios. Polícia Civil do DF já investiga o caso.

Clientes da Naskar relatam desespero após fintech interromper pagamentos e desaparecer com quase R$ 1 bilhão em investimentos. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 08/05/2026, às 09h30

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Uma fintech que prometia altos rendimentos mensais e operava há mais de uma década virou alvo de desespero, denúncias e suspeitas de golpe financeiro após desaparecer repentinamente do radar de milhares de investidores em todo o Brasil.

A Naskar Gestão de Ativos Ltda., que atuava no Distrito Federal e em São Paulo, interrompeu os pagamentos aos clientes nesta semana e deixou cerca de 3 mil investidores sem respostas. O montante administrado pela empresa pode ultrapassar R$ 900 milhões.

O caso já é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A crise explodiu após os investidores perceberem que os rendimentos prometidos pela empresa não foram pagos na última segunda-feira (4). Ao mesmo tempo, o aplicativo utilizado pelos clientes para acompanhar investimentos saiu do ar, e os três sócios da fintech deixaram de responder mensagens, ligações e contatos profissionais.

Os empresários Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato — conhecido como Maurício Jahu, ex-jogador de vôlei e apresentador de TV — estão incomunicáveis desde o início da semana.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (8), a Naskar alegou ter sofrido uma “perda na base de dados” e informou que realiza uma auditoria interna para reorganizar informações financeiras dos clientes.

Apesar da justificativa, investidores afirmam que a situação gera cada vez mais medo de um colapso financeiro ou possível fraude.

A empresa prometia retornos de até 2% ao mês, rendimento considerado muito acima da média praticada no mercado financeiro tradicional. O modelo atraiu milhares de clientes ao longo dos últimos anos, muitos deles convencidos por conhecidos, consultores e escritórios parceiros da própria fintech.

O empresário brasiliense Wesley Albuquerque afirma viver um pesadelo desde o desaparecimento da empresa. Além de investir recursos próprios na Naskar, ele também indicou dezenas de clientes para a plataforma.

Segundo Wesley, 135 pessoas investiram por meio de sua recomendação, totalizando aproximadamente R$ 47 milhões aplicados.

“Minha vida acabou. Estou sem dormir, tomando remédio desde segunda-feira. Minha mãe vendeu uma casa e colocou o dinheiro lá porque eu acreditava na empresa”, desabafou.

Relatos semelhantes começaram a se multiplicar nas redes sociais e no site Reclame Aqui. Clientes afirmam não conseguir acessar saldos, realizar resgates ou obter qualquer retorno da fintech.

Especialistas alertam que promessas de rentabilidade fixa elevada, especialmente acima dos padrões bancários e de renda fixa tradicionais, costumam acender sinais de alerta no mercado financeiro.

Enquanto isso, investidores aguardam respostas concretas sobre o paradeiro dos recursos e dos responsáveis pela empresa.

A Polícia Civil do DF apura se houve crime financeiro, fraude contra investidores ou eventual esquema de pirâmide financeira.

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