Setor de serviços se destacou na criação de empregos, com a adição de 929 mil postos formais
William Oliveira Publicado em 30/01/2025, às 11h59
O Brasil alcançou um marco importante em 2024, com a criação de 1,69 milhão de empregos formais, o que representa um aumento de 16,5% em relação ao ano anterior. Em 2023, o saldo positivo foi de 1,45 milhão de novas vagas com carteira assinada, conforme dados ajustados.
Esse crescimento indica uma recuperação no mercado de trabalho após dois anos de desaceleração. O total acumulado para 2024 é resultado de 25,57 milhões de admissões contra 23,87 milhões de desligamentos, refletindo uma dinâmica favorável na geração de postos formais.
As informações sobre o emprego formal no Brasil foram divulgadas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em seu relatório de dezembro. Os dados mostram que todos os principais setores da economia apresentaram saldos positivos ao longo do ano.
O setor de serviços se destacou na criação de empregos, com a adição de 929 mil postos formais.
Outros setores:
Porém, em dezembro de 2024, o cenário foi diferente, com a perda de 535.547 empregos formais. O mês registrou 1.524.251 admissões e 2.059.798 desligamentos, marcando a maior queda mensal desde o início da série histórica, em 2020.
A histórica retração em dezembro foi destacada pelo MTE, que observou uma variação negativa de -1,12%, padrão semelhante ao registrado em anos anteriores durante períodos de crescimento do emprego.
Quanto à remuneração, o salário médio real dos trabalhadores brasileiros em 2024 foi de R$ 2.177,96, com um aumento de R$ 55,02 (equivalente a +2,59%) em comparação a 2023, quando o salário médio era de R$ 2.122,94.
Dentre os trabalhadores típicos, a média salarial atingiu R$ 2.211,13, um crescimento de 1,5% em relação ao valor médio geral. Já os trabalhadores não típicos apresentaram uma média inferior, com R$ 1.941,72, 10,8% abaixo da média geral.