Terras Raras

Durigan defende investimentos estrangeiros para a exploração de minerais críticos no Brasil

Em agenda internacional na França, ministro Dario Durigan defende criação de novo marco legal para exploração de minerais críticos e mira protagonismo brasileiro na disputa por tecnologia, energia e indústria de ponta.

Ministro da Fazenda, Dario Durigan defendeu em Paris a criação de regras mais seguras para atrair investimentos internacionais na exploração de minerais críticos no Brasil. - Imagem: Leo Pinheiro / Valor

Redação Publicado em 18/05/2026, às 10h24

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Em Paris, onde participa de encontros ligados ao G7 e debates sobre inteligência artificial, transição energética e cooperação internacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (18) a ampliação de investimentos estrangeiros no setor mineral brasileiro.

Segundo Durigan, o governo federal pretende criar um ambiente de maior segurança jurídica para acelerar projetos ligados à exploração de minerais críticos — matéria-prima considerada essencial para a indústria tecnológica global, incluindo baterias, carros elétricos, semicondutores, turbinas eólicas, equipamentos militares e inteligência artificial.

Durante declaração à imprensa na capital francesa, o ministro afirmou que o país precisa aproveitar o interesse internacional sobre as reservas brasileiras, mas mantendo a geração de empregos, desenvolvimento industrial e transferência de tecnologia dentro do território nacional.

“Se há capital francês, alemão ou norte-americano querendo investir nisso, que invista no Brasil, gerando emprego aqui e dividindo tecnologia com universidades brasileiras”, afirmou Durigan.

O ministro também defendeu a criação de um novo marco regulatório para garantir mais agilidade aos processos de exploração mineral, reduzir inseguranças jurídicas e evitar disputas judiciais que possam afastar investidores internacionais.

A fala ocorre em meio ao crescimento da disputa global por minerais críticos, especialmente após tensões comerciais envolvendo China, Estados Unidos e União Europeia. Atualmente, a China domina grande parte da cadeia global de terras raras, utilizadas em setores considerados estratégicos para a economia mundial.

Com uma das maiores reservas minerais do planeta, o Brasil surge como potencial alternativa para ampliar a oferta internacional desses recursos naturais.

Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que o país pode se tornar protagonista em uma nova “corrida tecnológica global”, aproveitando o avanço da transição energética e da indústria de alta tecnologia.

Além da pauta mineral, Durigan participa em Paris de reuniões voltadas ao G7, inteligência artificial, cooperação econômica e segurança energética. O ministro também tem encontros previstos com representantes do setor financeiro e lideranças internacionais.

A agenda internacional do chefe da equipe econômica havia começado no último sábado. Inicialmente, a viagem incluiria compromissos em Moscou, na Rússia, ligados ao Banco dos Brics, presidido pela ex-presidente Dilma Rousseff, mas a etapa foi cancelada após o fechamento do aeroporto da cidade.

A expectativa é que Durigan retorne ao Brasil na quarta-feira (20), retomando imediatamente os compromissos da área econômica em Brasília.

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