Desemprego sobe a 6,1% no trimestre até março, menor nível para o período desde 2012

Número de desocupados cresce no curto prazo, enquanto renda média atinge recorde e informalidade recua

Total de brasileiros sem trabalho cresce no curto prazo - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 02/05/2026, às 06h45

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, segundo dados da IBGE. O índice representa o menor patamar já registrado para esse período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, e ficou dentro das expectativas do mercado.

Embora o indicador mostre um cenário mais favorável na perspectiva histórica, houve piora na comparação imediata. O número de pessoas sem trabalho chegou a 6,6 milhões, um aumento de 19,6% frente ao trimestre anterior, o equivalente a mais 1,1 milhão de brasileiros. Em relação ao mesmo período de 2025, no entanto, o número de desocupados caiu 13%, com quase 1 milhão de pessoas a menos nessa condição.

O total de ocupados somou 102 milhões de pessoas. O volume recuou 1% na comparação trimestral, mas avançou 1,5% em um ano, sinalizando recuperação gradual no mercado de trabalho no médio e longo prazo.

Já a população fora da força de trabalho permaneceu em 66,5 milhões de pessoas, praticamente estável no trimestre, mas com crescimento de 1,3% na comparação anual. E o número de desalentados, aqueles que desistiram de procurar emprego, ficou em 2,7 milhões.

No setor privado, o país contabilizou 52,4 milhões de trabalhadores. Entre os empregados com carteira assinada, o total se manteve em 39,2 milhões no trimestre e apresentou leve alta anual. Já os trabalhadores sem carteira, estimados em 13,3 milhões, diminuíram no curto prazo e ficaram estáveis na comparação com 2025.

A informalidade seguiu em trajetória de queda e atingiu 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O recuo foi observado tanto no trimestre quanto na comparação anual, indicando uma melhora gradual na qualidade das ocupações.

Os rendimentos continuam em alta. O salário médio habitual chegou a R$ 3.722, com crescimento de 1,6% em relação ao trimestre anterior e de 5,5% no comparativo anual, o maior valor já registrado pela pesquisa.

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