Inflação

Copom alerta sobre riscos de alta na inflação em 2025

Inflação em alta e risco de desancoragem pressionam taxa de juros a 14,25%

Inflação em alta e risco de desancoragem pressionam taxa de juros a 14,25% - Imagem: Reprodução / Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 04/02/2025, às 14h57

O Banco Central do Brasil anunciou, nesta terça-feira (4), que as expectativas de inflação sofreram um aumento considerável nos últimos meses. Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o órgão destacou que existem riscos que pressionam para uma alta na inflação, com ênfase na desancoragem das expectativas.

A ata do Copom ressalta que a desancoragem das expectativas de inflação, mesmo em horizontes mais longos, se tornou um tópico recorrente nas discussões do Comitê. "Esse fenômeno de desancoragem resulta em reajustes de preços e salários superiores à meta de inflação, demandando uma política monetária mais restritiva do que seria necessário na ausência desse fenômeno. O Comitê reconhece que esse risco permanece presente à medida que a desancoragem se torna mais persistente, alterando tanto a magnitude quanto a frequência dos ajustes", informou o documento divulgado hoje.

Além disso, o Copom reiterou a orientação já apresentada em dezembro passado e reforçada recentemente, prevendo um aumento de 1 ponto percentual na taxa de juros, que passará a 14,25% ao ano na próxima reunião do colegiado.

No que diz respeito ao sobreaquecimento da economia, o Copom expressou preocupações sobre os efeitos dessa condição na inflação dos serviços. O Comitê observou que, ao longo dos últimos trimestres, a análise do grau de aquecimento econômico foi revisada, considerando agora que o hiato do produto é positivo.

Os impactos da política econômica interna e externa sobre a taxa de câmbio também foram discutidos durante a reunião. "O Comitê tem monitorado com atenção as oscilações cambiais, as quais têm respondido significativamente às notícias fiscais locais, às movimentações da política econômica dos Estados Unidos e aos diferenciais de juros. A implementação de certas políticas nos EUA pode exercer pressão sobre os preços dos ativos brasileiros. Constatou-se que a perspectiva anterior sobre o potencial aumento da inflação decorrente de uma taxa de câmbio mais depreciada continua válida", concluiu a ata.

Inflação Banco central Copom JUROS

Leia também