Consumo das famílias e exportações em alta, mas importações disparam 18,8%
Gabriela Thier Publicado em 17/01/2025, às 18h32
O Monitor do PIB-FGV revelou um aumento de 0,6% na atividade econômica do Brasil em novembro, quando comparado ao mês anterior. Esta informação foi divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), parte da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. O Produto Interno Bruto (PIB) acumulado até outubro, em valores correntes, é estimado em R$10,708 trilhões.
O consumo das famílias registrou um crescimento significativo de 5,7% no trimestre móvel encerrado em novembro. Segundo a FGV, "o desempenho do consumo das famílias continua apresentando forte crescimento; no entanto, é importante notar que, pela primeira vez desde maio de 2024, a taxa de crescimento trimestral móvel desacelerou".
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) também teve um desempenho positivo, com uma alta de 10% no mesmo período. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo setor de máquinas e equipamentos, embora todos os componentes tenham contribuído favoravelmente para o crescimento da FBCF.
No entanto, observou-se uma redução na taxa de crescimento em relação aos meses anteriores. O setor de máquinas e equipamentos manteve sua contribuição estável, mas as áreas relacionadas à construção civil da FBCF diminuíram suas contribuições positivas.
As exportações brasileiras apresentaram um crescimento de 4,4% no trimestre móvel que terminou em novembro, marcando a maior taxa desde abril de 2024. Os bens de consumo e os bens intermediários foram os principais responsáveis por esse desempenho positivo nas exportações. Contudo, a expansão foi moderada pela queda nas exportações de produtos agropecuários.
Por outro lado, as importações tiveram um crescimento notável de 18,8% no mesmo período, abrangendo todos os segmentos. É relevante destacar que a importação de bens intermediários sozinha representou cerca da metade desse aumento.
Apesar do crescimento expressivo nas importações e exportações, registrou-se uma leve desaceleração na expansão trimestral móvel observada em novembro em comparação com o mês anterior.