US$ 55,9 Bi: Brasil registra maior déficit em contas externas desde 2019

Exportações brasileiras caem 1,2% em 2024, enquanto importações aumentam 8,8%, impactando a balança comercial

Aumento nas importações e queda no superávit comercial são fatores principais para o crescimento do déficit nas contas externas - Imagem: Reprodução | Agência Brasil

Marina Milani Publicado em 24/01/2025, às 16h32

O Banco Central do Brasil divulgou, nesta sexta-feira (24), que as contas externas do país encerraram o ano de 2024 com um déficit de US$ 55,966 bilhões, representando 2,55% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa cifra marca um aumento significativo em relação ao déficit de US$ 24,516 bilhões registrado em 2023, que correspondia a 1,12% do PIB. Este é o maior déficit observado desde 2019.

A deterioração das contas externas é atribuída principalmente ao crescimento da demanda por produtos e serviços importados, além de uma queda expressiva de US$ 26,1 bilhões no superávit comercial. Esse declínio foi impulsionado pelo aumento das importações.

No que tange às exportações, o Brasil reportou um total de US$ 339,847 bilhões em 2024, o que representa uma leve diminuição de 1,2% em comparação ao ano anterior. Em contrapartida, as importações subiram para US$ 273,629 bilhões, refletindo um incremento de 8,8%. Consequentemente, a balança comercial registrou um superávit de US$ 66,218 bilhões, inferior ao superávit de US$ 92,275 bilhões observado em 2023.

Além disso, o déficit na conta de serviços também apresentou um crescimento considerável, alcançando a marca de US$ 49,707 bilhões. Este valor representa um aumento de 24,7% em relação a 2023. Em contraste, o déficit em renda primária foi de US$ 75,403 bilhões, apresentando uma redução de 5,1% quando comparado ao ano anterior. Já a conta de renda secundária obteve um resultado positivo de US$ 2,925 bilhões.

No campo dos investimentos diretos no Brasil, houve uma performance positiva com um aumento de 13,8%, totalizando US$ 71,070 bilhões em 2024. Ao final do ano, o estoque de reservas internacionais do país era de US$ 329,730 bilhões, indicando uma posição relativamente estável diante das flutuações nas contas externas.

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