Trabalho

Brasil cria 1,27 milhão de empregos formais em 2025

Segundo o Caged, resultado reflete mais de 26 milhões de admissões ao longo do ano

Números do Caged revelam que o setor de serviços liderou a geração de vagas formais em 2025. - Imagem: Reprodução/Agência Brasil.

Erika Osti Publicado em 29/01/2026, às 16h29

O Brasil encerrou 2025 com saldo positivo de 1.279.498 empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete 26,59 milhões de admissões e 25,32 milhões de desligamentos ao longo do ano.

A expansão do emprego formal foi generalizada, com criação líquida de vagas nas 27 unidades da Federação e em todas as regiões do país. O estoque de trabalhadores com carteira assinada subiu de 47,19 milhões em dezembro de 2024 para 48,47 milhões no fim de 2025, crescimento de 2,71% no período.

Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos, com 311.228 novas vagas, seguido por Rio de Janeiro (100.920) e Bahia (94.380). Já os maiores avanços proporcionais foram registrados no Amapá (8,41%), na Paraíba (6,03%) e no Piauí (5,81%), indicando avanço mais acelerado em economias menores.

Por setor, o segmento de serviços concentrou a maior parte das contratações, com saldo de 758.355 empregos formais, impulsionado por atividades ligadas a comércio ampliado, informação e serviços sociais. O comércio criou 247.097 vagas, enquanto a indústria respondeu por 144.319 postos, a construção por 87.878 e a agropecuária por 41.870.

Apesar do desempenho positivo no acumulado do ano, dezembro apresentou saldo negativo de 618.164 vagas, movimento atribuído a fatores sazonais, como o encerramento de contratos temporários e ajustes típicos do fim do calendário. Todos os cinco grandes grupamentos econômicos registraram retração no mês.

Especialistas ressaltam que esse recuo em dezembro é recorrente na série histórica do Caged e não compromete o resultado anual, refletindo ajustes após períodos de maior demanda, especialmente nos setores de comércio e serviços.

Os dados também mostram aumento da taxa de rotatividade do emprego formal, que passou de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, indicador que mede a frequência de entradas e saídas de trabalhadores no mercado formal.

Embora o saldo de vagas confirme a resiliência do mercado de trabalho, analistas avaliam que o ritmo de criação de empregos ficou abaixo das projeções iniciais, em um cenário marcado por juros elevados, inflação pressionada e crescimento econômico moderado.

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