Economia impulsionada por microempresas e alto crescimento no comércio
Gabriela Thier Publicado em 05/12/2024, às 17h39
Em 2022, o cenário empresarial brasileiro apresentou um crescimento notável, com a criação de aproximadamente 405,6 mil novas empresas empregadoras, refletindo uma taxa de nascimento de 15,3%. Este aumento é o mais significativo desde 2017. Estas novas entidades proporcionaram cerca de 1,7 milhão de novos postos de trabalho, elevando a participação no mercado de 4,0% em 2021 para 4,6% no ano subsequente. O setor de Comércio sobressaiu-se neste contexto, representando 39,4% das novas aberturas.
Por outro lado, o fechamento de empresas também teve destaque nas estatísticas. Em 2020, foram registradas 210,7 mil encerramentos de empresas empregadoras, resultando em uma taxa de mortalidade empresarial de 9,0%, a menor desde 2015. Essas empresas que deixaram o mercado eram responsáveis por 2,4% do total de empregos formais. Entre as companhias estabelecidas em 2021, a taxa de sobrevivência no primeiro ano foi de 79,6%.
A maioria das novas empresas empregadoras era composta por microempresas, com cerca de 92,7% delas tendo entre um e nove funcionários. Notavelmente, essas microempresas exibiram uma taxa de nascimento impressionante de 17,6%. Empresas consideradas de alto crescimento também se destacaram: apesar de constituírem apenas 2,6% do total empresarial no país, elas empregaram cerca de 8 milhões de pessoas e geraram uma receita líquida significativa de R$3,4 trilhões. Isso representou 24,3% da receita líquida das empresas com dez ou mais funcionários. O porte médio dessas organizações foi estimado em 114,2 empregados, ressaltando sua importância econômica.
Regionalmente, a Região Sudeste manteve-se como o principal centro econômico do país, abrigando 46,8% das empresas empregadoras. Este dado sublinha o papel crucial da região no desenvolvimento econômico nacional.