DÍVIDA

Bombril entra com recuperação judicial após crise financeira

Empresa busca reestruturar sua dívida de R$ 2,3 bilhões e garantir a continuidade das operações após a solicitação judicial

Bombril entra com recuperação judicial após crise financeira - Imagem: Reprodução / Facebook / Bombril

William Oliveira Publicado em 11/02/2025, às 13h03

As ações da Bombril apresentaram uma acentuada queda nesta terça-feira (11), refletindo a repercussão do pedido de recuperação judicial da empresa. Por volta das 11 horas, os papéis caíram 30%, sendo negociados a R$ 1,61, após uma desvalorização inicial de 36%.

Às 11h10, a perda foi ajustada para 20,8%, com os ativos cotados a R$ 1,82. No balanço dos últimos doze meses, a queda acumulada é de 35%, enquanto somente em fevereiro o recuo já alcançou 33%.

Recuperação judicial

A solicitação foi formalmente apresentada à 1ª Vara Regional Empresarial e de Conflitos Relacionados à Arbitragem da primeira região administrativa judiciária de São Paulo. O Conselho de Administração da Bombril deliberou a favor do pedido no mesmo dia em que foi protocolado. Atualmente, as obrigações financeiras da empresa somam cerca de R$ 2,3 bilhões.

A Bombril informou que a decisão visa garantir os melhores interesses da companhia, promovendo um processo organizado de negociação com os credores para ajustar sua estrutura de endividamento. Em nota oficial, a empresa destacou que enfrenta "contingências tributárias relevantes", especialmente devido a autuações da Receita Federal relacionadas à alegada falta de pagamento de tributos.

Essas questões tributárias envolvem operações de aquisição de títulos de dívida estrangeiros realizadas entre 1998 e 2001 pela Bombril e pelo grupo italiano Cragnotti & Partners, controlador da empresa na época.

A Bombril enfatizou que o principal objetivo do pedido de recuperação judicial é reestruturar sua dívida, assegurar a continuidade das operações e proteger o fluxo de caixa.

"Com a recuperação judicial, a companhia será capaz de manter a sua capacidade operacional e reestruturar adequadamente seu passivo, por meio de um processo célere e com o menor impacto possível aos direitos dos credores e às atividades operacionais", concluiu a nota.
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